Quinta-feira, Dezembro 30, 2004


TRANSPARÊNCIAS

Vou marcando a areia com minha passagem; uma enigmática escrita, cujos sentimentos e sentido não despertam o interesse de ninguém.

O sol caminha pelo azimute, desferindo centelhas como uma íris gigante de fogo. A trilha é derradeira todos os dias e hoje não será diferente.

Núvens no horizonte - cúmulos nimbus. Os cabelos voam e um frescor mescla-se com imagens apimentadas, templos monumentais e vazios, onde sou o único visitante. Não há vozes reais, apenas ecos e mal-disfarçadas respirações alimentando um coração: o meu.

Os raios do sol cintilam em meus olhos semi-serrados. Umas pétalas de tempo caem do vazio, colorindo o nada. Vejo rostos conhecidos, rostos de ontem e de muito tempo atrás... São quase lembranças de outra pessoa, como se eu às tivesse tomado para mim.

Às vezes, acho que o verão será longo... Outras vezes, que será curto... Não importa. Realmente, não importa.

posted by ALEXANDER ZIMMER 2:06 PM

 



BEAUTIFUL WORLD

Bones are sinking like stones
All that we fall for
Homes places we've grown
All of us are done for

And we live in a beautiful world (yeah we do yeah we do)
We live in a beautiful world

Bones sinking like stones
All that we've fall for
homes places we've grown
All of us are done for

And we live in a beautiful world (yeah we do yeah we do)
We live in a beautiful world X2

Oh all that I know is nothing to run from
Cause yeah everybody here got's somebody to lean on

Lyrics by Coldplay

posted by ALEXANDER ZIMMER 2:03 AM

 


Sexta-feira, Dezembro 24, 2004


ESPERANÇA

O dia foi entardecendo e o resto de sol tingindo o céu de um avermelhado raro. As lojas fechando para o dia especial... As pessoas com as mentes voltadas para suas famílias, os passos quase apressados, enquanto as primeiras estrelas vão acendendo e enfeitando os sonhos que ficaram guardados o ano inteiro.

Alguns chegam em casa e tem a mesa cheia de iguarias e pronta para uma clássica comemoração; outros chegam em casa e não tem uma mesa farta, quando tem uma mesa, mas existe amor em seus corações e isso torna suas mesas apenas um símbolo, onde dentro do peito um verdadeiro banquete está pronto; outros ainda, nem tem uma casa para ir e tristes, revoltados, se encontram sob o céu aberto, entre trapos e tendo a fome como companheira. Olham para o céu tentando compreender as diferenças, mas as estrelas apenas brilham.

Onde estará aquele Deus que todos sempre falam? - perguntam a si mesmos. Mas mesmo mergulhados em lágrimas que não caem, mas batizam suas almas, sabem no fundo de seus corações que a esperança ninguém jamais poderá tirar deles e talvez esta esperança tenha um nome, talvez esta esperança seja a resposta para a pergunta, talvez esta resposta chame-se... Deus.

E a noite tem um outro sentido. Olho pela janela e vejo o mar escuro depois da chuva. As estrelas estão lá novamente e sei que alguém ainda precisa que eu esteja aqui; sei que ainda terei que estender as mãos muitas outras vezes e, no final, acabar chorando sozinho; mixto de felicidade e solidão. Mas este é o meu caminho. Eu o escolhi e sigo por ele com a força que alguém algum dia forjou dentro de mim, a força para ser este que sou; sem asas, sem reconhecimentos, sem desejos de ser visto pelo que faço. Apenas sigo em frente, fazendo o que deve ser feito, pois no final das contas, sempre existirá aquele algo que me move em frente; sempre existirá a esperança e a fé... A fé correta... A fé no que realmente vale a pena... A fé no futuro... E saber que sempre há esperança, enquanto alguém ainda tiver esta fé...
A Fé no ser humano.

posted by ALEXANDER ZIMMER 8:37 PM

 


Quarta-feira, Dezembro 22, 2004


JAZZ

Ao som do jazz
Gemidinhos sutis
Cada nota uma voz
Circulando pelo quarto
Um Ato! Um fato!
Me farto!
E nunca é o bastante
Hoje quero mais
O pra sempre é tão pouco
Que eu fico louco!
Rouco! Mouco!
Ah! Esse teu corpo
O respirar de ti
Que no meio do jazz
Me pega de viez
Me arrasta! Me ama
Na cama!
E é só o jazz
Só o jazz
Só o jazz...

AZ. RJ, 22/12/2004

posted by ALEXANDER ZIMMER 11:45 PM

 



Nature Boy

This story is about love
The woman I love is
Dead

There was a boy
A very strange enchanted boy
They say he wandered very far
Very far
Over land and sea
A little shy
And sad of eye
But very wise
Was he

And then one day
One magic day he passed my way
And while we spoke of many things
Fools and kings
This he said to me
The greatest thing
You'll ever learn
Is just to love
And be loved in return

posted by ALEXANDER ZIMMER 5:56 PM

 


Terça-feira, Dezembro 21, 2004


!!!!!! YAAAAAHOOOOOOOOO !!!!!!

Simplesmente, quem foi o escolhido para a campanha do HSBC?
Huhauhauhauhauhuahauhauhauh!
SHOOOOOOOOWWW!!!

posted by ALEXANDER ZIMMER 3:48 PM

 


Domingo, Dezembro 19, 2004


SEM PRISÕES

Tem aqueles dias em que as nuvens fecham o azul do céu e nos tornamos pensativos... Saio andando quase sem rumo, mas no íntimo a certeza de que o destino é sempre o mesmo... Sentado das pedras do Arpoador, olhar fixo no horizonte indefinido, mergulho meus pensamentos nas ondas de vento e me deixo levar... E ao mesmo tempo é como se eu nunca estivesse tão presente.

Penso em como existem adequações perfeitas e pessoas que fazem tanta falta. Ao mesmo tempo, uma certeza de que algo nunca pode permanecer para sempre; o universo precisa seguir em frente, independente de que pessoas venham e vão. As vezes acho que não precisamos ter nada definido e que em cada esquina de nossas vidas poderemos sorrir com as novidades que podem nos pegar de assalto e nos surpreender em nós mesmos, como crianças que riem de qualquer coisa despreocupadamente.

É. Pessoas vem e vão. Nós também, até mesmo para nós mesmos. Nos tornamos diferentes a cada dia que passa e já não temos a nós mesmos conosco, embora ainda sejamOs nós... mas um outro, mais novo, portanto diferente. Não sei se devo sentir nostalgia ou alívio. Mas enfim.. conjecturas de uma mente que não se permite prisões.

Onde vc está? Onde?
Lembranças de nós dois juntos...
Onde está vc?

posted by ALEXANDER ZIMMER 10:51 AM

 


Quarta-feira, Dezembro 15, 2004


AJUSTAMENTOS

As coisas tomam rumos inesperados... A princípio pode parecer um estorvo, mas pra mim isso é mto estimulante. Cada peça vai se encaixando conforme as novas concepções e distribuições e mal posso esperar para ver o resultado final, assim como as novas estradas que se abrem.

Pessoas vão, pessoas vem... Ainda é aquela característica confusão, que um bom caus provoca; mas é extremamente necessária, já que sem isso não há como modificar algo e até melhorar. Acho interessante essa coisa de alguém voltar depois de tantos anos... Parece que está sempre voltando, simplesmente porque tem que ser assim. Não sei dizer se isso me agrada ou não, só sei por enquanto que acho tudo isso fascinante.

Alguém bateu a porta na minha cara e de repente nas últimas semanas; surpreendente. De amiga, se transformou em algo que nem tenho como qualificar. Fico chateado com isso, não pelo fato em si, mas por alguém estar tão equivocada do que é a vida e cometer ato tão violento; o retorno é sempre certo e geralmente vem quando não se espera. Se eu pudesse talvez a poupasse disso, mas em meu íntimo sei que certas coisas precisam mesmo acontecer, certos sofrimentos inclusive, para que se aprenda devidamente a respeitar o ser humano. Uma pena que tenha que ser assim, já que sempre temos o caminho mais suave oferecido a nós em primeiro lugar.

Mas como eu tava falando, to observando tudo e sabendo de muita coisa que a maioria das pessoas nem sabe que eu tenho acesso. Às vezes acho que estou invadindo a privacidade de alguém, mas então penso melhor e chego a seguinte conclusão: Poxa, eu não to fazendo esforço nenhum para invadir nada nem ninguém. Eu tenho culpa de as pessoas estarem tão abertas e distribuindo aos quatro ventos o que lhes vai no pensamento e no coração? Mesmo que eu nem me preocupe, a sacação acaba caindo na minha mente, que nem uma ficha num caça-níqueis.

Enfim, Maximus Exagonalius Patronus... seja lá o que isso signifique. rs.


posted by ALEXANDER ZIMMER 12:46 PM

 


Terça-feira, Dezembro 14, 2004


Um monge Zen perguntou certa vez ao seu mestre:

- Qual o caminho?

E o mestre respondeu:

- O caminho é o dia-à-dia. Concentre-se na experiência da vida e talvez perceba que já possui aquilo que deseja.


posted by ALEXANDER ZIMMER 10:50 AM

 


Segunda-feira, Dezembro 13, 2004


COISAS RASTEJAM...

Será que o mundo está perdendo a sensibilidade, ou sou mesmo eu quem está despirocando geral?
Sinceramente, acho que com esta onda de anti-cultura governamental, empresarial etc. e tal, todo mundo anda pisando em ovos e querendo mais explicações do que são capazes de entender e exigir. Enquanto isso, nababescos jantares se perdem entre orgásticas finalizações, banhadas a muito vinho, de forma que não se deixa a desejar aos mais recheados festivais de Baco.

Será que sou eu quem está transbordando e falando demais, chutando o balde e jogando a merda no ventilador? Ou será que meu lado burguês escroto, anda tentando compensar alguma coisa que tenha me deixado insatisfeito e não existe nenhuma humanidade verdadeira em mim, que realmente me impulsione em prol do que é de fato importante no geral?
Eia, mundo! Sociedadezinha cheia de impropérios disfarçados de boas maneiras no espaço de um arroto mal disfarçado!

Continuo querendo é rock!

posted by ALEXANDER ZIMMER 11:18 AM

 


Sexta-feira, Dezembro 10, 2004


EU QUERO É ROCK

Eu quero é rock
E me desfaço das frescuras
Dessa gente nefasta

Eu quero é rock
Pra matar toda a sede
Da minh´alma rebelde

Me atiro no espaço do teu corpo
Um cometa louco, pirado!
Garota, garoto, tanto faz;
Meu desejo insensato.

Desgoverno o mundo careta
Cheio de gente perdida
Sexo, rock, amor
Sem nenhuma medida.

Euquero é rock
Pra matar toda a sede
Da minh´alma doente
Eu quero é rock
Éh!

posted by ALEXANDER ZIMMER 3:35 PM

 


Quarta-feira, Dezembro 08, 2004


Estou perdendo mais uma vez...
Me sinto forte, me sinto vivo,
mas o coração dói como nunca doeu...

=*(

posted by ALEXANDER ZIMMER 10:22 PM

 



EU ACREDITO EM TUDO...

Olha... eu vou bem, eu vou mal... As asas insistem, fadas, senhores feudais... O impossível é mais possível do que as feridas que dóem, enquanto eu tento afogá-las numa dose qualquer, num Baixo Gávea qualquer, num Baixo Leblon qualquer... numa lágrima qualquer, que desponta e foge... foge e risca o espaço de pele, suave delícia de encontro, que virou uma mágoa.

To pronto para ir pras águas, Iemanjá me leve, enquanto minha criança sorri das mesuras de um malandro, que acaba na praia, sem espada e sem rima, costas carregadas na noite passada, cheio de idéias tolas, lamentos e melodias... um poeta louco... um poeta do alvorecer, cigano da estrada... Estrada da vida.

E onde os cavaleiros? Sem lanças, nem sombras; pequenos pesadelos que morrem nas conchas, viram mensageiros, de capa e espada, caneta e bloquinho... Palavras... palavras... palavras...

Mas eu acredito em tudo, preciso e vivo. Qualquer dor é um parto, um resquício, um sinal... uma despedida, que chega de mansinho, querendo carinho, deixando saudade... de mim. E eu um rapaz singelo, magrelo, ligeiro, matreiro.... Me deixo levar pelos sonhos... meus sonhos... sonhos... sonhos meus.

posted by ALEXANDER ZIMMER 1:32 AM

 


Segunda-feira, Dezembro 06, 2004


ORIENTAL II

Nunca mais viagens pro Japão
Nunca mais chicletes e açafrão
Nunca mais teu corpo de Omo bom
E o riso de metade de sabão

Mas nada nesse mundo é nunca mais
E o sol se põe e a alvorada vem
Japonesa maquiada em fel
Teu jogo oriental de mulher má

Você pensa com o coração
E ama com o cérebro ladrão
É cultura, é literatura
A vida não pode ser tão dura

O mundo tá ficando oriental
O mundo tá ficando marcial
E o meu coração é um bombom estragado
Na minha decadência de drogado

Quando eu me tornar oriental
E o mundo se tornar oriental
Ninguém vai ter pena de mim
Do bárbaro sem destino e burro

Nunca mais sushi, televisão
Nunca mais teu branco de doer
Doer, japoninha, você dói!
Sabe lá se eu vou me acostumar

Mas nada nesse mundo é nunca mais
E o sol se põe e a alvorada vem
Você cuidava, baby, de mim tão bem
E ria por trás, como a enfermeira faz

O mundo tá ficando oriental
O mundo tá ficando marcial
E o meu coração é um bombom estragado
Na minha decadência de drogado

Composição: Cazuza / Rogério Meanda

posted by ALEXANDER ZIMMER 6:30 PM

 


Sexta-feira, Dezembro 03, 2004


VEJO O CRISTO DA JANELA...

Acordei e fui na chuva até o estúdio... uma tarde de filmagem e gente nova no meu Orkut. Voltei e enquanto todos saem para as baladas, fico aqui escutando Coldplay e escrevendo minhas palavras que se derramam como que por acidente numa folha digital sem toque, sem calor humano... São Paulo está se despedindo de mim discretamente e meus sentidos confundem-se com minhas vontades... Mas não sei do que tenho vontade agora. Estou feliz por ter feito um trabalho, mas não é o bastante; quero mais, muito mais. Minha ambição cresce e deixo-a solta, para ver qual será o tamanho de seu território... Ela ronda e começa a demarcar terreno.

A chuva continua a cair e o frio, embora presente, não é tão feroz. Falei montes de palavras para alguém e agora não consigo parar de pensar nelas. (Suspiro)

A cidade parece discreta lá fora... não ouço barulho. Só a chuva empresta sua voz ao ambiente, criando uma atmosfera de quietude brejeira. Amanhã me despeço e volto para a Cidade Maravilhosa - minha casa, meu lar.

Uma semana dura começa no domingo.

posted by ALEXANDER ZIMMER 9:58 PM

 


Quarta-feira, Dezembro 01, 2004


MOINHO VERMELHO

Finalmente, o tocador de cítara trabalhará na sexta-feita. Sua música parece tão triste... Atravessa a noite entrando através de janelas, buscando pelo perfume único, o olhar esverdeado, a pele branca e meiga... Maldito Marajah! O que fez com ela? O silêncio é tão mortal quanto um veneno que faz agonizar por dias, antes de entregar o coração do pobre tocador de cítara nas mãos de Kali.

A noite fria desliza imperceptível pelo deserto de almas tristes e cansadas. As luzes insistem em sua luta sem fim com a escuridão da noite... Escuridão semelhante invade o coração do sereno músico, que jaz sobre cetin e seda, agonizando lentamente a ausência de sua inspiração... Onde o fim que parece tão distante?

O deserto segue silencioso... nenhum mensageiro, nenhuma tela brilhante, nenhum suspiro... somente a ausência... Onde estará a inspiração absoluta? Retornará ao tocador de cítara?

incógnita...

posted by ALEXANDER ZIMMER 11:44 PM

 



TRABALHO

Sampa... Tá meio frio aqui... Cheguei ontem à noite e fiquei esperando meu amigo chegar da rua. Fiquei conversando com o porteiro amenidades, enquanto o celular carregava numa tomada da portaria. Diogo chegou e subimos... logo chegou tbm o Leo. Pedimos pizza e eu fiquei pensando no que faria hj, enquanto conversava com eles. Mônica me ligou...

Hj acordei e fui dar um rolé pelas agências com o Diogo, pois ele precisava deixar uns composites. Os meus acabaram e, na verdade, eu estou aqui para gravar o comercial e mais nada. Liguei para a agência e avisei que estou na área. A produção ainda não definiu o dia da filmagem, mas como estava no termo de compromisso, tenho que ficar a disposição até dia 5.

To preocupado com a gravação do vídeo de meus alunos neste domingo. Queria mesmo é estar no Rio, para fazer esta gravação. Sou meio perfeccionista e gosto de fazer bem feito. Tbm sou partidário do ditado que diz: Se quer que algo saia bem feito, faça vc mesmo. E ainda tem o fato de que, a cada dia que passa, a cada aula, mais me afeiçoo a meus alunos... Acho mesmo que vou sentir falta deles nas férias. Eles são maravilhosos!

Bem, preciso ficar em Sampa até dia 5 e nem estou com vontade; minha mente está no Rio. Ai, ai...

Smackz!
posted by ALEXANDER ZIMMER 4:43 PM

 


P.E.R.F.I.L
Alexander Zimmer
Ator, Escritor, Diretor, Vocalista da banda AtoxoX
Touro - Ascendente em Aquário - Lua em Libra
Som: Rock Progressivo, Gothic, New Age, British Rock
Filmes: Imensidão Azul, Endless Summer, Dune, Na Companhia dos Lobos, Todos do Bertollucci, StarWars, StarTrek, The Lord Of The Rings...
Esportes; Armação Ilimitada
L.I.N.K.S
F.O.T.O.S
 
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