Sexta-feira, Janeiro 28, 2005
O UNIVERSO NUMA CASCA DE NOZ
O que nos move? O que nos faz ir em frente, desbravando, buscando o conhecimento, o entendimento? Qual a razão para este comportamento? Qual o sentido para esta necessidade que nos impulsiona, ávidos, em direção ao desconhecido - alguns mais diretos, outros cautelozamente mais devagar?
O Universo não pode ser dimensionado, mas mesmo assim buscamos dimensioná-lo figurativamente, pois somos seres que precisam de algo palpável, para que possamos raciocinar, entender. Buscamos nas estrelas, explicações para nossa existência; talvez assim aprendamos a valorizar a vida e comecemos a resolver nossos problemas internos, terrestres, humanos.
Todos os deuses, ou estereótipos de deus que criamos com nossas mentes limitadas e pautadas por preconceitos de acordo com nossa limitação, sucubem diante da inefável verdade de que o próprio Universo é uma prova de que qualquer coisa além de nós, qualquer dúvida que tenhamos em relação a criação, sempre será maior do que supúnhamos. A ordem, a harmonia, muitas vezes superficialmente disfarçada de caos, desenham um quadro de perfeição estranhamente diferente do que temos pleiteado com definição de perfeito.
Olhamos no espelho e vemos nossa imagem, curiosos de saber quem realmente somos no mais recôndido de nossas mentes; misteriosa dimensão que mantemos afastada de nós, muito embora queiramos iluminá-la. Nos falta ainda a determinação e clareza da importância desta aventura definitiva; a aventura que nos propõe o entendimento de mais do que nós mesmos, já que o micro-universo nada mais é do que a cópia menor do macro-universo.
Olhar para dentro... descobrir... entender. Quem sabe assim não descobrimos o propósito real de nossa existência? O encontro definitivo com a humanidade perfeita... Deus. Talvez descubramos que Deus não é nada daquilo que sempre quisemos que ele fosse, mas algo inesperado, inimaginado,insuspeito.
Definitivamente, começamos a olhar para dentro... Alguns mais rápido, outros ainda nem tanto, mas definitivamente, algo começa a acontecer conosco neste planetinha azul. Será que descobriremos a importância de cada um e de todos? Será que descobriremos a importância de cada parte existir unida ao todo, repercutindo em tudo e em todos?
Resta-nos o "insight" definitivo, para que paremos e prestemos atenção nas coisas, como elas sempre mereceram e nós sempre negligenciamos.
posted by ALEXANDER ZIMMER
2:57 PM
Quinta-feira, Janeiro 27, 2005
CONTEMPLAÇÃO
De repente, é como se tudo convergisse de forma estranha e um sentimento igualmente estranho invadisse todo o espaço, deixando poucas frestas. Daí, vem uma vontade de desligar os interruptores e impedir que as coisas simplesmente prossigam em frente; ou então, pisar fundo no acelerador, até atingir a velocidade do som, até que os prédios ao redor virem simples manchas coloridas e fugazes; até que num solavanco brusco e seco, tudo pára, emudece, tranquiliza... Quase como um momento antes do Big-Bang, como o olho de um furacão... Não há luz, não há nada... o silêncio e a escuridão de um sono tranquilo e inconsciente.
Então uma cor, um filete de luz e um botão de margarida floresce. Abre-se um campo verde em seguida e tudo está diferente; já não há mais nenhuma pressão, nenhum ar viciado... Apenas o campo, a brisa suave e os sons da natureza, espelhada num rio que corre ao longe, nos insetos diurnos e inofencívos. Então, me levanto, olho ao redor e há apenas paz... Nada mais do que paz. Estou leve como o próprio ar... Não há mais culpas, preocupações, dor, nada... Apenas eu e o campo... Eu, o campo e a abóbada azul que me protege sob minha cabeça.
Preciso ser eu e não ser... Preciso muito.
posted by ALEXANDER ZIMMER
9:39 PM
Segunda-feira, Janeiro 24, 2005
PAPERBACK WRITER
Lentes novas, quase instantaneamente. Exame feito, quase nada mudou.
O povo anda de um lado para o outro e eu tentando desviar dos pingos de ar condicionado - milhares, e ao mesmo tempo desviar das pessoas e seus pensamentos perdidos em seus pequenos mundos de vidro, com fragmentos flutuantes.
Nossa! Como a hora voa! São 17h!! E eu saí às 14h.
Rápido! Preciso correr... O Submarino Amarelo sai tão logo acabem de encher o tanque de mashmellow! Melhor pedir para o senhor Nowhereman esperar eu pegar as gengivas que estavam no sol e colocar o violoncelo no bolso, junto com as migalhas que tenho para jogar aos pombos em Nowhere land.
Simples demais... Sie Lieb Dich, Yeah! Yeah! Yeah!
Smackz!
posted by ALEXANDER ZIMMER
5:41 PM
Terça-feira, Janeiro 18, 2005
SEGUNDA SEM LEI
Ontem foi a primeira vez que não encontrei nenhum cucaratcha conhecido no Baixo Gávea. Tbm, estava aquele chove não molha do caramba; chuviscava um pouquinho e parava; nem dava pra molhar, mas sabe como é que é o povo, né? - Ai! Chuva! Ai! Vou derreter!
De lá fui andando até o Baixo Leblon. Bateu uma fome sinistra e eu já cheguei comendo uma pizza na Pizzaria Guanabara. Mais um chopp, fiquei um tempo, uns olhares, uns sorrisos e já precisava ir pra outro lugar. Lá fui eu para o Empório. O pessoal tava todo animado, o rock rolando solto nas bolachas, as garçonetes não paravam de levar chopp e trazer tulipas vazias, caipirinhas, coquetéis, vodkas etc.. Fiquei um pouco por lá, curtindo o som e as pessoas... Mas acho que não tava muito para a night mesmo. Meia hora depois, to eu voltando para Copa.
E o AtoxoX não vai mais tocar no Chopp Gol dia 29. Rolos à parte, problemas técnicos refrearam o show. Fica para uma próxima.
Evoé!
posted by ALEXANDER ZIMMER
10:33 AM
Terça-feira, Janeiro 11, 2005
ATOXOX - show dia 29 - no Chopp Gol - Em frente a UERJ.
Meus momentos de êxtase estão entre as gotas de suor, o resfolegar apressado, à troca de notas e o toque de instrumentos que atravessam várias músicas, enquanto o quarto se transforma cada vez mais numa sauna e nós viajamos em outra estrada, diferente das anteriores, objetivando um sucesso diferente; outro campo de guerra.. sem sangue, sem mortes... Só nós quatro, muitas páginas sonoras e um horizonte cheio de glórias.
AZ
"Não julgue o sucesso de cada dia pelas colheitas que você faz, mas pelas sementes que você planta."
Lao Tse
posted by ALEXANDER ZIMMER
4:29 PM
Sexta-feira, Janeiro 07, 2005
PRESO PARECENDO ILESO
Meus sonhos estão me enlouquecendo. Não aguento mais ser refém de Morfeus. Preciso fazer alguma coisa, para afastar estas imagens que me assombram com sonhos tão doces e pessoas inalcansáveis. Mudaram as estações, mas as flores continuam presentes, cravando espinhos em meu espírito, que não consegue paz nem enquanto descansa.
Dia quente... nublado... Teste... 30 músicas na cabeça... Preciso caminhar às 18h.
Vontade de estar em Marcelha... longe de tudo e de todos. Tenho vontades demais. Preciso estirpá-las. Preciso de mim mesmo, deitado no alto da Pedra Bonita, sozinho... solitário... em solidão profunda. Divergindo da realidade, dos sonhos... algozes... Divergindo de mim mesmo.
posted by ALEXANDER ZIMMER
4:08 PM
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| Alexander
Zimmer |
| Ator,
Escritor, Diretor, Vocalista da banda AtoxoX |
| Touro
- Ascendente em Aquário - Lua em Libra |
| Som:
Rock Progressivo, Gothic, New Age, British Rock |
| Filmes:
Imensidão Azul, Endless Summer, Dune, Na Companhia dos Lobos, Todos
do Bertollucci, StarWars, StarTrek, The Lord Of The Rings... |
| Esportes;
Armação Ilimitada |
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