Sábado, Abril 30, 2005
FOR YOU
If you're lost and feel alone
Circumnavigate the globe
All you ever have to hope for too
And the way you seem to flow
Circumnavigate in hope
And they seem to lose control, with you
Everyone of us is hurt
And everyone of us is scarred
Everyone of us is scared
Not you
Your eyes closed
Your head hurts
Your eyes feel so low
Everyone of us is scared
Everyone of us is hurt
Everyone of us has hope
For you
coldplay
posted by ALEXANDER ZIMMER
9:11 AM
Segunda-feira, Abril 25, 2005
2012
A manhã satura suavemente o dia e o sol lá fora é um convite à transgressão das regras... Penso e me sinto desocupado, então prefiro automaticamente ceder à tentação e simplesmente me deixar levar pelo desejo de estar nas areias, olhando o mar e sorvendo o sol, como que se banha em raios cósmicos; uma estrela em meio a mágica de uma nebulosa colorida nos confins do universo.
Os sonhos são sinais de nossa caminhada. Já não são apenas fantasias como achavam nossos pais; passaram a ser os indicadores de tudo que existe e nunca vimos; a referência de um novo salto da humanidade, o próximo passo, a próxima dimensão da vida. Que aventura! Que grande aventura!!
Quase uma nova edição; a continuação? Não! Definitivamente, não. É a nova aventura. O retorno do Pequeno Principe, que vem mais crescido, que vem compreendendo tudo que experienciou do outro lado; uma versão contemporânea de Osiris, se reiventando, se reconstruindo. Mais apto a compreender a si mesmo e sua relação com o universo, tão antigo e tão novo.
E a rosa virou uma tatuagem, para lembrar que um dia o ego foi mais do que devia. Já não existe um planeta como lar, pois agora o universo inteiro é o lar... um verdadeiro multiverso quântico. O avião se foi e Exupery agora é o neto, o homem cósmico reencontrando sua origem, conquistando sua humanidade cósmica. Exupery é o ícone de nós mesmos; nós somos os Exupery's deste novo alvorecer da humanidade.
Há os retardatários, os que não seguirão em frente agora, mas o futuro lhes aguarda de forma paralela, em outro lugar, de forma que todos chegarão lá. Não existem mais dogmas, nem doutrinas... somos livres para mergulharmos no universo e encontrarmos a nós mesmos numa grande rede de individualidades interligadas... Todos somos um.
posted by ALEXANDER ZIMMER
10:33 AM
Sábado, Abril 23, 2005
DROPS
"E a mocinha se perdeu olhando o sol se por..."
Tudo bem, a semana teve aquela velha cara de tédio travestido de lerdeza geral, graças ao feriado.
Já deu pra perceber que estou inquieto, né? Pois é, não gosto de ficar parado, mas como dependo dos produtores de elenco e das agências, quando não rola teste, eles não me chamam e eu, consequentemente, fico sem ter o que fazer; o que acaba sendo um saco. Então, fico inventando o que fazer. Como estou de volta ao meu rígido programa "Geração Saúde", tenho caminhado, corrido, malhado ao ar livre etc. e tal. Minhas articulações estão sendo mto pressionadas e é normal que eu acabe sentindo algumas dores... Mas já estou atingindo meu objetivo plástico, além de também estar com ótima resistência. Pois é, ator tem sempre que estar bem física e psicologicamente, o que significa estar atento a alimentação, exercícios, alongamentos (até porque sou professor de Expressão Corporal também). Nem preciso falar que cultura é essencial, então, muitos livros sobre arte e uma renovação das tendências artísticas dos artistas contemporâsneos, indo à exposições etc.
É. Esse sou eu, o artista perfeccionista. Sou assim tbm em várias coisas. Às vezes, preciso mesmo dar uma segurada, já que não é muito saudável querer perfeição em tudo.
Ontem fui assistir "José E Agora?", Texto do Cadú Fávero, com ele mesmo no papel e botando pra quebrar, como sempre, a frente deste monólogo mto bem escrito e com uma direção maravilhosa do Leo Brício, que me surpreendeu com seu talento para direção. Cadú flui através da estória, conduzindo-nos na própria emoção de cada palavra proferida, de cada idéia. É um belo espetáculo, que nos comove, nos diverte e ainda nos trás de volta aquela humanidade que às vezes nos esquecemos que temos. Estão na Casa da Gávea até domingo (24/04). Se vc ainda não assistiu, recomendo veementemente.
Globs-globs! (A velha caixinha)
posted by ALEXANDER ZIMMER
9:33 AM
Terça-feira, Abril 19, 2005
QUARTO-CRESCENTE - PARTE 2
Um avião que passa, ronca distante, trazendo a noção de tempo de volta, como um marcador oportuno a salvar-nos no último momento do nosso salto de misericórdia. Ou seria um salto para a eternidade, parando o tempo e onde todo o espaço fosse um só? As lembranças, unidade em um só momento sem fim.
A quietude da noite é um convite à cama, mas um olhar furtivo é o bastante para ignorar o desejo de deitar; falta parte fundamental ao tecido, à trama de corpos. Um corpo solitário é por demais impróprio.
Respiro fundo. Permaneço impávido na varanda, olhando o mar e sorvendo o perfume litorâneo, que nem de longe substitui o perfume de tua presença, mas funciona como um condutor eficiente de minha razão, através de mim mesmo, através da noite. Há apenas o silêncio, mas sinto o rufar ritimado e lento de meu coração; a consciência, o link com a ramificação da vida.
A noite está perfeita... perfeita. Mas a perfeição não tem sentido, pois não há razão para sua existência; falta alguém.
posted by ALEXANDER ZIMMER
2:34 PM
Sábado, Abril 16, 2005
QUARTO-CRESCENTE - PARTE 1
Quando o dia passa e as pessoas apressadas perdem-se em multidões; quando o som dos carros toca uma sinfonia atonal e marca o início da noite; quando a noite chega e a brisa do mar atravessa as cortinas de seda, procurando corpos nus, não encontram nada mais.
A lua ilumina parcamente a noite em seu quarto-crescente e apenas uma imagem se deixa moldar pela noite, entre lembranças e uma esperança qualquer, que já não importa se faz ou não algum sentido.
Uma vontade de voltar para casa invade o peito, mas estou em casa. Que saudade é essa, que lateja o tempo todo?
Os pensamentos passeiam pelas estrelas meio ofuscadas por uma Copacabana luminosa e escura; um reflexo de si mesma, uma dádiva e uma perdição.
E as notícias não vem mais; as cidades abraçadas pela noite, conspiram, transpiram, respiram suas almas de tantos milênios, de tantas lágrimas e sorrisos, marcados e ao mesmo tempo quase invisíveis.
A cama permanece vazia. Não me deito, você não se deita. Eu estou aqui e você... você por aí, em alguma aventura, em alguma tentativa de ser feliz. Mas a felicidade vem em frascos, cápsulas... beijos; a felicidade que passa e você permanece.
Os lábios dizem mil palavras e disfarçam assuntos em assuntos. As falas vem num script improvisado, que ninguém nunca sabe onde vai dar, mas continuam em frases initerruptas; o medo do silêncio e sua habilidade de trazer à tona os pensamentos, as lembranças.
posted by ALEXANDER ZIMMER
4:55 PM
Terça-feira, Abril 12, 2005
ATRAVÉS DO ESPELHO - TREVAS OU LUZ?
As vezes a gente acorda de manhã e tem a impressão de que tudo está errado; de que fizemos tudo sempre errado e tá na hora de fazer algo em relação a isso. E então olhamos o tempo lá fora e o tempo dentro de nós... a vontade que dá, é de mudar tudo, mudar de cidade, mudar de ambiente, mudar de gostos, mudar de nome... como que começar tudo de novo; apagar a pessoa que existiu anteriormente. Mas uma coisa que não temos, é um botão de boot existencial; não dá para apagar e reiniciar tudo de forma diferente.
Outra coisa, que nos faz querer ir em direção à outras paisagens, são as pessoas. Nem sempre é agradável ver as mudanças pelas quais elas passam, pois, ou não nos agradam, pura e estritamente por uma limitação nossa, ou por estarem realmente se tornando algo que se busca modificar a todo custo na humanidade. Mas assim caminha a humanidade, cometendo os mesmos erros, porque não temos uma memória longa, não nos interessamos por nossa própria história, não nos interessamos pela pessoa que somos e pela pessoa que deveríamos ser; não porque temos que agradar imagens pré-estabelecidas por outras pessoas, mas pura e simplesmente porque sabemos que precisamos melhorar e para isso temos que nos encarar de frente e assumirmos nossos próprios defeitos, nossos próprios vícios e finalmente, começar a lutar contra eles.
Quem sou eu?... O que faço aqui?... Para que?... Qual a intenção?... Qual o meu destino?
Todas as perguntas que assombram a humanidade há milênios. Talvez, as mesmas as causadoras de tanta defesa em relação a admitirmos quem estamos sendo durante toda esta caminhada, desde que surgimos aqui, neste planetinha azul. Que espelho poderia suportar tanto peso? Ou seriamos nós mesmos que não estaríamos preparados para suportar a visão de nossos rostos pesados e carregados de milênios de esquecimento e uma auto-indulgência desmerecida, onde quiséramos nos travestir de vítimas, quando sempre fomos algozes... dos outros e de nós mesmos?
Quem atiraria a primeira pedra? Deveria eu perguntar, ou melhor seria dizer: quem finalmente se olharia no espelho e realmente resolveria mudar algo em si mesmo, antes de querer cobrar do outro?
posted by ALEXANDER ZIMMER
9:57 PM
Domingo, Abril 10, 2005
JACQUES MAYOL
"... sabes o que precisa fazer para viver no mundo das sereias ? Deves descer no fundo do mar, muito longe, tão longe que o azul não existe mais, lá onde o céu não é nada mais que uma lembrança. E quando estiveres lá, no silêncio, fique parado, e se decidires que queres morrer por elas e ficar com elas pela eternidade, então as sereias virão ao teu encontro, a imaginar o amor que lhes oferecestes. Se for sincero, se for puro, então te acolherão para sempre..."
posted by ALEXANDER ZIMMER
9:56 PM
Sexta-feira, Abril 08, 2005
A pedidos...
O QUE SERÁ? (À FLOR DA PELE)
O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita
O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite
O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo
Seu Chiquinho, dos Buarque.
posted by ALEXANDER ZIMMER
12:01 PM
Quarta-feira, Abril 06, 2005
O QUE SERÁ? (À FLOR DA TERRA)
O que será, que será?
Que andam suspirando pelas alcovas?
Que andam sussurrando em versos e trovas?
Que andam combinando no bréu das tocas?
Que anda nas cabeças, anda nas bocas?
Que andam acendendo velas nos becos?
Que estão falando alto pelos botecos?
E gritam nos mercados que com certeza
Está na natureza.
Será, que será.
O que não certeza, nem nunca terá?
O que não tem conserto, nem nunca terá?
O que não tem tamanho?
O que será, que será?
Que vive nas idéias desses amantes?
Que cantam os poetas mais delirantes?
Que juram os profetas embriagados?
Que está na romaria dos mutilados?
Que está na fantasia dos infelizes?
Que está no dia a dia das meretrizes?
No plano dos bandidos, dos desvalidos?
Em todos os sentidos.
Será, que será.
O que não tem decência, nem nunca terá?
O que não tem censura, nem nunca terá?
O que não faz sentido?
O que será, que será?
Que todos os avisos não vão evitar?
Por que todos os risos vão desafiar?
Por que todos os sinos irão repicar?
Por que todos os hinos irão consagrar?
E todos os meninos vão desembestar?
E todos os destinos irão se encontrar?
E mesmo o Padre Eterno,
Que nunca foi lá,
Olhando aquele inferno
Vai abençoar
O que não tem governo, nem nunca terá?
O que nao tem vergonha, nem nunca terá.?
O que não tem juízo?
Chiquinho, o Buarque
posted by ALEXANDER ZIMMER
10:55 AM
Segunda-feira, Abril 04, 2005
MOMENTUM
Sabe quando as vezes vc anda querendo prever onde exatamente vai pisar no próximo passo, mas faz isso apenas para não pensar nas outras tantas coisas que circulam pela mente, ou simplesmente numa tentativa disto? Pois é, tenho andado meio assim. Não. Claro que não posso reclamar, afinal estou pagando minhas contas e não tem me faltado dinheiro. Não posso dizer que tenho dinheiro pra burro e que posso fazer tudo que tenho vontade, mas tá dando pra pagar as contas. Mas tem uma necessidade de algo, uma insatisfação fugídea, que não de deixa saber sua natureza e que fica flutuando dentro de mim, como uma bruma de outono.
Engraçado como as mudanças ocorrem às vezes tão rápido, que não conseguimos acompanhar e ficamos meio perdidos no meio da poeira. Os critérios mudam, as preferências mudam, os desejos mudam... E então, já não somos mais tão santos. Nessas horas a pergunta mais misteriosa da existência humana parece vir com mais força e mais cheia de sentido, de necessidade de uma resposta, do que durante todo a nossa vida passada: Quem sou eu?
Algo precisa acontecer. E a impressão que eu tenho é de que vai acontecer a qualquer momento. Resta saber quais os símbolos e suas heranças: Espada ou Flor. Se Espada, que lado nos aguarda, o fio ou a superfície cega; se flor, uma margarida do campo, cheia de beleza e vulnerabilidade inocente, ou uma rosa, cheia de beleza e perigo aos encautos.
Grande dilema este momento... Mas sem preocupações em respostas rápidas ou definições. No fundo, quem se importa?
posted by ALEXANDER ZIMMER
4:38 PM
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| Alexander
Zimmer |
| Ator,
Escritor, Diretor, Vocalista sem banda |
| Touro
- Ascendente em Aquário - Lua em Libra |
| Som:
Rock Progressivo, Gothic, New Age, British Rock |
| Filmes:
Imensidão Azul, Endless Summer, Dune, Na Companhia dos Lobos, Todos
do Bertollucci, StarWars, StarTrek, The Lord Of The Rings... |
| Esportes;
Armação Ilimitada |
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