Domingo, Fevereiro 26, 2006
SOL E CARNAVAL
Sábado como um dia não identificado. Foi assim que começou meu carnaval, com praticamente o dia todo na praia. O Posto 9 fervilhava, o Diogo chegou de Sampa e ficou maravilhado já no seu primeiro dia de Rio de Janeiro, com a Garota de Ipanema, com a natureza, com o clima, com a poesia da cidade.
A única forma de fazer as pessoas compreenderem de que o Rio nunca está o caos que se vê na TV, acaba sendo sempre a possibilidade de vir pra cá e passar uns dias. Logo se descobre que a cidade maravilhosa faz juz ao subtítulo que leva consigo. Alguns dias por aqui, faz com que as idéias mudem e se consiga compreender um pouco do que Vinícius, Tom e tantos outros grandes poetas, nem sempre cariocas, tanto exaltaram e continuam a exaltar. O Rio é isso! É poesia no ar, nas pessoas, no sorriso dos cariocas e de quem vem pra cá, na alegria que sempre está no ar, sobretudo no verão, que é definitivamente a estação do carioca!
Neste carnaval, ao contrário da tradição de todo carioquinha, não quero nem saber de escolas de samba. Meu lance é praia, curtir minha namorada, o sol, as conversas sem compromisso, e todas as belezas que o restinho de verão ainda proporcionam, mesmo sabendo que o Rio tem verão o ano inteiro e estas belezas estão sempre por aqui. O negócio é fingir que elas não estarão e se extasiar a todo momento com tudo que nos é oferecido de graça, pela mãe natureza. Aqui você se diverte sem pagar nada, se quiser.
Avoé Rio!!!
posted by ALEXANDER ZIMMER
10:14 AM
Sexta-feira, Fevereiro 24, 2006
SOMENTE A VERDADE
Você caminha querendo a indiferença,
Mas o coração dói com o que vê.
Tuas crenças se torcem sem razão,
Quando não distingue limites nos outros.
Óculos luzes crucifixos e pingentes diferentes
Enfeitam máscaras que escondem medos,
Quase como você que se vê num espelho
E tenta não chorar em meio ao desespero.
Onde está a verdade?
Somente a verdade.
Onde está a verdade?
Somente a verdade.
Você acordou com um gosto azedo na boca
E não consegue entender o tempo nublado;
Uma tempestade se aproxima e ninguém sente.
E todos os caminhos parecem sempre fechados.
Nos olhos tristes de um mendigo, a insanidade.
Uma rajada de vento te trás à realidade
E você sente o frio da distância e do abandono,
Mesmo que ainda tenha sonhos... sem verdade!
Onde está verdade?
Somente a verdade.
Onde está a verdade?
Somente a verdade.
E a revolta te invade no meio do dia.
Cada passo um estrondo ecoando pelas cidades;
Gritos e desejos renovando o brilho no asfalto,
Cheio de velhos objetivos e vida poeirenta.
A pele arde, mas você não liga;
Quer saber a verdade, dos sonhos, da luz.
Caminha em oração silenciosa;
Àqueles que despertem e façam juz.
E o sol parece cortar as núvens,
Enquanto suas palavras tremem no peito.
O mar se agita em dissertações e glórias,
Mas você precisa seguir à frente dos conceitos.
E deixa que olhem para você os olhos tristes,
Onde a esperança parece tão escondida.
No íntimo você sabe que ela surgirá.
Desta vez sem ser distorcida.
Aaah! Laiaaaaaaah-laaaaaaah!
Aaah! Laiaaaaaaah-laaaaaaah!
posted by ALEXANDER ZIMMER
1:27 PM
Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006
Uma semana de antecedência, blocos, sambas e Carnaval Carioca sem Martinho da Vila.
O sol, as praias, a gente, idéias...
O ópio barato e cultural no pessimista;
O valor e alegria de um povo único no otimista;
A vida e sua infinita beleza no artista.
E o que falta nem falta tanto assim;
O Amor tentando surgir,
Ebulição de emoções de quem precisa,
De quem necessita da felicidade popular,
Para aliviar os males, a dureza...
E o atabaque, o tamborim, o reco-reco,
A cuica, o batuque geral.
O povo rodopia e dança
E tenta ensinar novamente,
Que não é o dinheiro que vale
E sim a alegria de viver a vida.
posted by ALEXANDER ZIMMER
9:20 AM
Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006
RAZÃO
Sentir a textura das teclas às vezes dá idéias de palavras, frases e me trás lembranças de coisas e sentimentos que gostaria de descrever. Infelizmente, são poucas delas que consigo encontrar as palavras certas que as possam vestir adequadamente. Mas, o mais incrível é, que nunca desisto de tentar; é como uma ânsia que surge de vez em quando e não há resistência.; quase como um geiser que eclode de tempos em tempos e as palavras saem como uma enxurrada impossível de ser detida.
Não sei quantas pessoas realmente lêem este blog - provavelmente muito poucos, lenvando-se em consideração que a maioria das pessoas não tem o costume e/ou não gostam de ler... Uma pena. Mas mesmo assim escrevo, pois mesmo sendo poucos, os que lêem fazem com que cada dígito valha a pena. Mesmo que apenas uma pessoa leia, já é motivo suficiente para que haja sentido em escrever aqui. Sei que minhas palavras muitas vezes denotam uma mente aparentemente perdida, descentrada, mergulhada em dimensões fantasmagóricas e abusadamente metafóricas, mas são minhas formas de tentar ir além do trivial, da explicação fria e sem vida, que arremete a nada, faz sentir nada... uma linguagem técnica é o mesmo que uma linguagem morta, para mim. Simplesmente não dá para ser frio e objetivo, quando o cunho é de emoções e sentimentos.
O que faz a diferença? Quantas vezes já não me fiz esta pergunta? Sinceramente, a cada passo, a cada ano, percebo que essa pergunta fica mais fazia e solitária no meio de uma névoa cada vez mais densa. Não há importância no que faz a diferença, apenas faz diferença e este fazer diferença é que importa. Minha mente se torna cada vez mais livre e com essa liberdade vejo cada vez mais longe, abranjo uma panorâmica cada vez maior. Às vezes ficava triste quando esbarrava com algum tabu, ou preconceito de outra pessoa. Hoje, já não me importo muito; compreendo que faz parte do estado de compreensão de cada um e da sua lenta caminhada em direção a um certo nível de consciência. Quando vão começar a compreender os emaranhados de sentimentos e sentidos de suas próprias percepções não faz muita diferença. Respeito. Essa é a palavra, que define o estado em que nos encontramos quando o sentimento começa a trazer mais consciência e razão a nossa mente perturbada com tantas trivialidades e futilidades do dia-à-dia. Cada segundo faz sua diferença e essa diferença é sagrada, para quem os vive.
posted by ALEXANDER ZIMMER
2:45 PM
Sábado, Fevereiro 11, 2006
ILUMINAÇÃO
Chove. Minha mente voa neste dia. Voa, porém observa de forma diferente a erraticidade de si mesma, vai além das questões que me imponho, compreende as percepções ineficientes, às corrige, simplesmente para perceber novamente, mais a frente, que ainda ineficientes e tornar a corrigí-las.
Observo... Contemplo... Expando a percepção de mim, do mundo e percebo que interior e exterior são a mesma coisa; apenas uma extenção um do outro, portanto, uma única coisa, com características de troca, de influenciação; um pensamento, uma atitude, um simples resfolegar pode repercutir em todo o universo, como o balançar de uma incomensurável teia de vida.
Conversei certa vez com uma amiga, sobre lâminas de existência. Variadas lâminas de existência, que diferente da idéia do paralelismo, se interpenetram, com leis próprias; algumas muito diferentes desta nossa, outras quase idênticas. Minha amiga projeta conscientemente há muitos anos e já tive a chance de perceber coisas, que ela só me dissera depois. Há mais.... Há muito mais além de nossos olhos, além de nosso alcance atual. Precisamos nos alongar, mudar nossos conceitos, nossos paradigmas; estabelecer novas metas e novas idéias sobre o que somos e o que podemos. Sim, podemos muito mais, mas não acreditamos que podemos e isso nos poda. Estamos presos a visão cartesiana, que se o próprio Descartes estivesse vivo hoje, repudiaria veementemente. Precisamos admitir que nada sabemos sobre nós mesmos. E, somente a partir daí, poderemos começar a ir além do que temos ido a respeito de nossas capacidades, a respeito de nossa relação com o Universo.
Olho o mundo agora e percebo quanta gente permanece dormente, em sono profundo, apesar de estarem "despertas". As guerras se sucedem; uma luta constante por ilusão e coisas sem real importância. Individualismo. O individualismo é uma ilusão, é o início do caminho em direção a consciência de que somos um indivíduo coletivo, que estamos interligados e nunca se pode ferir o outro, sem ferir a si próprio; a onda vai e volta. A malha se contorce e a manifestação se distancia em direção ao alvo. Logo, a mesma onda estará de volta e, eNtão, sofremos. Somos algozes de nós mesmos.
Chove. Porém, em minha mente nunca brilhou tão esplendoroso sol. Abençoado seja o cosmos e o ser que foi capaz de criar tão perfeita estrutura existencial, em suas múltiplas e infinitas possibilidades.
posted by ALEXANDER ZIMMER
7:30 PM
Terça-feira, Fevereiro 07, 2006
RIO 40 GRAUS
Pois bem! Rio de Janeiro, 8:20 da matina. Voltando da caminhada e no termômetro público: 33 graus. Bem, conclusão: vai ser um dia quente. A questão é: eu não tinha idéia do quão quente seria.
É, hj o dia foi literalmente foda. Às 13h, 41graus. Voltei da rua, para a qual tinha saído para deixar umas filipetas da peça em algumas lojas de produtos naturais, completamente zureta. Tomei um banho, mas mesmo assim, se eu permanecesse de pé, minha vista ficava turva e eu parecia estar entre dimensões. Deitei um pouco, apesar de o calor ser absurdo, mesmo com o ventilador em cima (não tenho ar condicionado! Isso é para a Classe Média. No momento não me enquandro em classe alguma.). Tirei um coxilo que não foi de grande valia, pois acordei ainda com a vista turva. E dá-lhe de tomar água! Fui melhorando um pouco... Tomei outro banho. E os ventiladores incansáveis, girando a toda potência, tentando vencer um calor, que se abate como um deus enfurecido sobre todos.
Mesmo agora, quando escrevo estas linhas, o calor é insuportável. Deve estar uns 37 graus. Há muito tempo eu não sentia um calor tão abrasador no Rio. Isso significa apenas uma coisa: tempestade. E das mto brabas. O Rio que se prepare, pois a coisa vai ficar feia, qdo a chuva decidir cair por estas bandas. Tenho pena é das pessoas, que infelizmente não tem lugar melhor para morar, que em áreas de risco. Culpa de um governo incompetente, que usa mal o dinheiro público, que rouba de forma "legal", que não governa mais nada, pois quem manda mesmo é o governo paralelo, ao qual o governo do estado está inevitavelmente subjulgado. Pois é.... E o pior é que isso não é só no Rio, mas no país inteiro.
Em nossas esquinas e embaixo de marquises está nosso povo, aquele que sonha e nunca perde a esperança (será?). Cada vez as favelas maiores estão, diminuindo ainda mais a mata atlântica, envergonhando-nos, não pelas pessoas que lá moram, mas pelas condições em que vivem. Nosso povo... Nosso país.
Vemos e fingimos que não vemos. E então chegam as eleições e lá vamos nós, gente que não conhece a própria história, repetir os mesmos erros que repetimos em 500 anos de Brasil. Acho que está na hora de deixarmos de dar chances a quem não merece. Está na hora de anular e mostrar que não queremos nenhum deles lá, pois não tem caráter, ombridade, fraternidade para com seu povo.
O que estão fazendo com nosso Brasil?
E o que é pior:
O que estamos deixando que façam?
posted by ALEXANDER ZIMMER
12:29 AM
|
|
|
| Alexander
Zimmer |
| Ator,
Escritor, Diretor, Desenhista, Vocalista, Massoterapeuta, Tarólogo |
| Touro
- Ascendente em Aquário - Lua em Libra |
| Som:
Rock Progressivo, Gothic, New Age, British Rock |
Filmes:
What The Bleep
Do We Know?, The Mindwalk, Imensidão Azul, Endless Summer, Dune,
Na Companhia dos Lobos, Todos do Bertolucci, StarWars, StarTrek,
The Lord Of The Rings... |
| Esportes;
Armação Ilimitada |
| |
| |
| |
| |
| |
| |
|
|
| |
|
|
|
|
| |
| |
|
|
| |
|