Sexta-feira, Março 31, 2006


MEUS PRIMEIROS ERROS

Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde estou
Meu destino não é de ninguém
E eu não deixo meus passos no chão
Se você não entende, não vê
Se não me vê, não entende
Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende

Se o meu corpo virasse sol
Minha mente virasse sol
Mas só chove e chove
Chove e chove

Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove e chove
Chove e chove

Kiko Zambianchi
postado por ALEXANDER ZIMMER 6:28 PM

 


Terça-feira, Março 28, 2006


ESTRADA

É engraçado como a minha vida é extremamente musical e como a música tem a capacidade de me emocionar.
Coloquei na rádio terra e escolhi rock clássico. Uma enxurrada de lembranças foi descendo do céu feito uma chuva suave e que refresca o ar ao nosso redor. Quando nos damos conta, estamos tomados por uma nostalgia profunda. É nesse momento, que começo a me perguntar o que teria acontecido se em determinado momento, eu tivesse agido diferente, escolhido um caminho diferente, quando estava frente a uma bifurcação, quando alguém podia chorar ou sorrir, quando acreditava ou não em alguma coisa, quando resolvi caminhar na areia e não no asfalto... As possibilidades... As emoções de ter vivido aquele momento, daquela forma exata, sem tirar nem por; música que tocava na hora, ou que arremetia àquela época, os cheiros, algumas palavras que não se esquece, pois se tornaram palavras-chave; pequenos olhares, um pequeno sorriso, uma pequena dor, uma lágrima que caiu e só a gente sabe o que ela significou...

De repente, começo a achar que o tempo passou rápido demais e não tive tempo de aproveitar os detalhes, cada poerinha de momento. Me sinto cheio de momentos dentro de mim, cheio de pedaços de tempo.

Tudo isso me mostra o quanto somos misteriosos até para nós mesmos; o quanto de existência somos capazes de absorver e conter.

E já não quero mais escrever, mas sim, ficar na penumbra, escutando e mergulhando em minha própria história.

postado por ALEXANDER ZIMMER 8:14 PM

 


Sábado, Março 25, 2006


CARRO A AR COMPRIMIDO.

O empresário espanhol Martin Vuezas, que está construindo três fábricas licenciadas dos carros movidos a ar comprimido em Portugal, arrematou três das sete unidades a serem construídas no Brasil por 25 milhões de dólares

A indústria francesa Motor Develompent International, MDI, anunciou no dia 26 de outubro, que três das sete licenças de fabricação dos veículos movidos a ar comprimido, no Brasil, foram compradas pelo mesmo grupo empresarial que está construindo as fábricas de Portugal.

O anúncio foi feito durante a apresentação do projeto no Hotel Sheraton Mofarrej, na cidade de São Paulo, na presença cerca de 600 pessoas entre empresários, engenheiros, futuros consumidores e jornalistas.

O Instituto de Tecnologia Mauá, que produz testes de automóveis com a Folha de S. Paulo, ofereceu publicamente os testes quando os veículos forem enviados ao país.

Durante o evento a diretoria da MDI apresentou programas de televisão feitos sobre o carro movido a ar em diversas emissoras, incluindo a ABC News, a CBS, diversos programas europeus e várias reportagens em revistas, incluindo a Time e a Wired e uma mensagem do inventor do motor a ar comprimido.

FÁBRICAS NO BRASIL: 3 JÁ FORAM VENDIDAS

São Paulo tinha três licenças industriais para instalação de pequenas montadoras cobrindo todo o Estado, cada uma exigindo um investimento mínimo de 8 milhões de dólares. As três licenças foram compradas pela VMA Portugal (Veículos Movidos a Ar), pertencente ao empresário espanhol Martin Vuezas. A empresa está procurando novos sócios para Porto Alegre, Rio de Janeiro, Brasília e Recife.

Além das fábricas, a MDI busca fornecedores de materiais e serviços, postos de abastecimento (de tanques de ar, naturalmente), manutenção... que serão usados no Brasil. Considerando a base instalada de fábricas brasileiras voltadas a indústria automotiva isso não deverá ser problema.

MAIS DE 1.500 PESSOAS JÁ PEDIRAM O CARRO

O executivo espanhol Miguel Celades anunciou que, em menos de 30 dias, mais de 1500 pessoas se cadastraram no site brasileiro da empresa pedindo para serem informadas quando o carro estiver disponível, para que tenham opção preferencial de compra.
Como cada uma das indústrias terá uma capacidade de produção muito pequena (entre 2 e 6 mil veículos por ano) os consumidores que se cadastraram terão preferência.

O governo brasileiro não permitiu que o protótipo do carro fosse embarcado para o Brasil, pois teriam que considerar isso importação.
O problema é que a MDI do Brasil, ainda não existe e, portanto, não poderia garantir que o carro estivesse sendo enviado para uma exibição -- um problema que, certamente, não existe na Europa.

Entre os diretores da empresa estiveram presentes Paul Durand, representando a central francesa e Isabel Jones, representante da VMA Portugal, que irá lançar a MDI do Brasil S/A, com sede em São Paulo.

Para resolver a questão, a empresa está montando uma "missão de empresários e jornalistas" que irá para a cidade de Nice, na primeira ou segunda semana de novembro, conhecer a fábrica e os carros que estão em teste no continente europeu.

http://www.motormdi.com

postado por ALEXANDER ZIMMER 8:34 AM

 


Quinta-feira, Março 23, 2006


NEGÓCIO OU DESENVOLVIMENTO SOCIAL?

O Brasil é o próprio continente tropical. É o País mais bem contemplado pela energia solar e, portanto, com a quantidade de água que tem, possui o maior potencial de produção de energia limpa e renovável através da biomassa. O petróleo brasileiro tem cerca de 20 anos de duração apenas. Para substituí-lo neste período precisamos investir pesado em energia renovável, que gastaria cerca de 22 anos para se tornar substituta do petróleo. Para tanto é necessário criar uma empresa governamental (integrada pela Petrobrás, Eletrobrás e BNDES) subordinada ao CNPE para intensificar esforços nesse desenvolvimento.

Para desenvolver esse enorme potencial é necessário que a coordenação esteja a cargo de um órgão governamental que contemple, em primeiro lugar, os interesses do País. Não é o caso das agências reguladoras que, criadas no governo Fernando Henrique, têm o vício de origem de defender os interesses de empresas estrangeiras em detrimento do interesse nacional.

Entregar a coordenação da biomassa e do biodiesel, em particular, para a ANP é o mesmo que entregar a energia renovável para a empresa americana Monsanto. Isto significa transformar o Brasil num canteiro de soja transgênica e, o que é pior, entregar o controle da energia que é o futuro do Brasil e do mundo a uma empresa estrangeira que, além do mais, não tem um histórico de seriedade e de respeito aos países onde atua.

O biodiesel é o mais rápido e eficaz energético a ser desenvolvido. Seja a partir do girassol, seja através da mamona, dendê ou qualquer outra das cerca de 12 oleaginosas, o fato é que ele pode ser plantado na forma de agricultura familiar, gerando empregos e renda para a classe mais pobre e necessitada. Não pode se transformar em mais uma fonte de geração de lucros para transnacionais e criadora de desigualdades e concentração de renda. Por estas e várias outras razões não pode ser gerido pela ANP.

E esta abordagem do biodiesel a partir de uma perspectiva principalmente da geração de lucro para empresas transacionais nos preocupa sobremaneira sob os seguintes aspectos:

1) A introdução das "commodities" transgênicas, notadamente a soja e o girassol, atrelando os custos de produção destas plantas às bolsas de mercados futuros internacionais, colocando a soberania da política energética brasileira nas mãos das manipulações não só das cotações internacionais destes produtos, mas também subjugada às políticas de preços dos insumos casados, adotadas pelas detentoras das patentes, dentro de um jogo artificial muito mais ligado à geopolítica do que aos reais custos destas empresas.

2) Diferentemente da extração e refino do petróleo, que exige estruturas tecnológicas complexas e extremamente caras, tanto na construção de plataformas e refinarias, quanto os seus gerenciamentos, o Biodiesel, pela simplicidade da equação bioquímica para a sua obtenção, como tão bem mostrou a ministra Dilma Rousseff no lançamento do programa Biodiesel, poderá ser a verdadeira redenção dos (as) agricultores (as) familiares que poderiam ter em seu meio, muito próximo aos locais de produção da matéria-prima, estruturas de obtenção e refino do Biodiesel, trazendo, de forma revolucionária, uma forte agregação de valores às suas atividades agrícolas.

O BNDES deve alocar recursos para que os pequenos e médios agricultores tenham condições de plantar e colher os frutos do seu trabalho gerando riquezas para o País e não para remeter ao exterior. Assim, permitiremos que os agricultores deixem de ser meros produtores de primários para se tornarem sócios, senão majoritários, pelo menos de grande importância nesta revolução tecnológica que está em curso. Não tem sentido o que disse o presidente: os pequenos agricultores (agriplantadores) ganharem apenas R$ 3 mil por ano (menos de um salário mínimo por mês). Eles têm que ser os agentes principais desta revolução agrícola e tecnológica.

3) É a Petrobrás, através do seu Centro de Pesquisas e de seus quadros técnicos, que poderá auxiliar os(as) Agricultores(as) a alcançarem a excelência técnica na obtenção de um Biodiesel de qualidade, e não a ANP, sem nenhuma tradição ou quadros competentes para a ação em campo. Foi a Petrobrás que viabilizou o Pro-Álcool e gerou a patente e os primeiros projetos de biodiesel.

4) A questão do cultivo destas plantas que serão utilizadas na produção do biodiesel terá de ser executada, obrigatoriamente, dentro dos preceitos agroecológicos. Não haveria sentido atrelar ao cultivo, por exemplo, da mamona, a utilização de uréia, um subproduto do Petróleo, combustível a ser substituído em breve tempo.

Também não faria sentido, a utilização de venenos agrícolas para conter pragas, advindas, em parte, pelo uso destes fertilizantes, além da contaminação de mananciais hídricos e nichos naturais, para a produção de um bem, o biodiesel, que vem com a mensagem da despoluição do Planeta Terra, na geração de energia.

Por Fernando Siqueira e Raymundo Araujo Filho
Fernando Siqueira é diretor de Comunicações da Aepet e Raymundo Araujo Filho é médico veterinário homeopata e colaborador da Aepet

(Fonte: Tribuna da Imprensa, 06/04/2005)

postado por ALEXANDER ZIMMER 10:04 AM

 


Quinta-feira, Março 16, 2006


APOCALIPSE NOW

São enfadonhos estes dias em que se fica sem fazer nada e com vontade de fazer nada do cotidiano; querendo fugir do comum, da rotina... Ao mesmo tempo sentir-se tão prisioneiro de tudo isso; tão encarcerado das prerrogativas sociais, vestidas com a capa da hipocrisia sorridente e bela e completamente podre por dentro. De repente um suicídio! Alguém se prostituindo às drogas, descontrolado, entregue... A cara farcesca da sociedade se mostra por alguns instantes, mas fingimos que não vemos e todos já querem novamente imitar os burgueses, almejando um dia poder ser aquilo que a minoria mantém sob ferro, no lugar de sempre.

Mas todos precisam de heróis e bobos da corte. De repente pescam alguém talentoso e o deixam brilhar, para divertí-los, para aplacar o povo descontente e oprimido num canto de uma rua sem saída chamada miséria. É uma ferramenta inconsciente, bailando na mão do usuário, como cartas nas mãos do jogador mestre. - Vamos! Levem o circo e seus palhaços! Liberem as adegas e derramem o alcool nas mentes secas, para que não perguntem, para que não sintam, para que se afoguem em si mesmas e possamos continuar usufruindo de mais do que necessitamos. - Este é o grito silencioso, disfarçado de boas intenções, pavimentando a estrada de tijolos amarelos que leva direto ao inferno.

Mas a doença é poderosa e consome lentamente a vítima descuidada, tirando-lhe a saúde, ameaçando sua vida. Sim, somos todos nós, que pululamos feito vírus, bactérias, clamando o espaço que merecemos, as dádivas que nos são de direito e nos foram usurpadas por estas mãos suaves e cheias de gangrena sentimental. A sociedade rui diante de si mesma, impávida com quem a derruba sem perceber. A sociedade se auto-aniquila no que alimenta de ódio e injustiça.
E não há armas, nem policiais sufucientes; e não há mentiras, nem contos de fadas suficientes para aplacar a verdade, que vem absoluta, arrazando com tudo, cobrando tantos anos de negligência.

Eu observo... E me vem a pergunta:
- O que vocês aí de cima de suas coberturas vão fazer agora, que não há mais tempo e nada mais funciona?

postado por ALEXANDER ZIMMER 5:03 PM

 


Sexta-feira, Março 10, 2006


TWO HEARTS BEAT AS ONE

I don't know,
I don't know which side I'm on.
I don't know my right from left,
Or my right from wrong.
Say I'm a fool,
Say I'm not for you.
But if I'm a fool for you,
That's something.
Two hearts beat as one.
Two hearts beat as one.

Can't stop the dance,
This is not our chance.
I can't stop the dance,
Maybe this is not our chance.
Two hearts beat as one.
Two hearts beat as one.

Beat on black,
Beat on white,
Beat on anything,
Go get it right.
Beat on you or beat on me.
Oh
I don't know,
How to say what has got to be said.
I don't know if it's black or white.
There's other's who see it red.
I don't give the answers right.
I'll leave that to you.
Is this love out of fashion?
Or is it the time of year?
I have these words to sections.

Too late to one of you.
Two hearts beat as one.
Two hearts beat as one.


I'll shine my spirit aloud.
Try to explain.
What I feel.
Two hearts.
I can't stop the dance.
Baby, this is my last chance.
I said don't stop the dance.
Baby this is not our last chance.
I said, can't stop the dance.

by U2

postado por ALEXANDER ZIMMER 3:56 PM

 


Quarta-feira, Março 01, 2006


QUARTA DE CINZAS

Contrariamente ao que eu havia pensado, o carnaval acabou sendo bem legal. Fui à praia direto, descansei bastante das loucuras do dia-à-dia, fiquei muito tempo com minha namorada, Diogo veio de Sampa para curtir o Rio de Janeiro pela primeira vez e ficou completamente encantado. Já está até pensando em vir morar aqui. Rs.

Para não dizer que não bebi, tomei uma latinha e 1/2 de cerveja na casa do Cassio Pandolfi, junto com o Diogo, o Marcelo, Vitor e a Nina. Pois é, e não pensem que eu não me diverti, pois realmente me diverti pacas, com o diferencial que não acordei com ressaca alguma. Sabe, acho que minha idéia de uma postura Straight Edge vai acabar ficando para sempre. To achando bem legal.

Muito papo cabeça, papos sobre relações humanas, papos sobre nós mesmos, sobre arte... definitivamente foi um carnaval legal.

Agora, este papo de a Unidos de Vila Isabel ganhar o carnaval aqui, abre espaço para desconfiarmos de alguma conspiração. Pense comigo: 1o. O samba-enredo do Martinho da Vila é tirado do páreo sem nenhum motivo e nem avisam ao próprio Martinho. 2o. Martinho se afasta e não desfila na Unidos de Vila Isabel, que aliás, não ganha há muito tempo.
3o. A Vila ganha sem que ninguém esperasse por isso, sendo que a Ganhadora do Estandarte de Ouro foi a Unidos da Tijuca e do Ibope foi a Portela, ou seja, a preferência do público.

Ficou parecendo que uma conspiração se forma por trás dos panos, para prejudicar o Martinho, ou afastá-lo de vez da Vila.
O que será que anda acontecendo na Vila de Noel e o que estão tentando nos fazer pensar, com as atitudes em relação ao Martinho, está muito obscuro. Saiba mais sobre este assunto, clicando AQUI.

BEEP!!!

postado por ALEXANDER ZIMMER 8:34 PM

 


P.E.R.F.I.L
Alexander Zimmer
Ator, Escritor, Diretor, Vocalista, Massoterapeuta, Tarólogo
Touro - Ascendente em Aquário - Lua em Libra
Som: Rock Progressivo, Gothic, New Age, British Rock
Filmes: What The Bleep Do We Know?, The Mindwalk, Imensidão Azul, Endless Summer, Dune, Na Companhia dos Lobos, Todos do Bertolucci, StarWars, StarTrek, The Lord Of The Rings...
Esportes; Armação Ilimitada
L.I.N.K.S
 
P.I.C.O.S
A.G.Ê.N.C.I.A.S

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