Terça-feira, Agosto 28, 2007


CARTAS CIGANAS - PARTE 3

Vozes invadiam o ambiente, a princípio sem sentido, mas aos poucos tudo vinha à sua mente; as coisas clareavam.
Abriu os olhos, que aos poucos se acostumaram com a luz e o ambiente, embora díspare do que estava acostumado, pareceu-lhe familiar. Havia alguém preparando algo a sua frente, de pé. Automaticamente olhou ao redor e percebeu-se deitado em meio à almofadas; Era uma tenda. Tinha sede. Muita sede.
Seus movimentos fizeram ruído e a pessoa que estava de pé - uma mulher - voltou-se em sua direção, sorrindo ao vê-lo desperto.

- Como se sente?
- Com sede.

Ela pegou o que parecia estar sendo preparado por ela e colocou numa taça de metal, oferecendo-lhe.

- Beba isso. Vai te fazer sentir muito melhor, Zaat.
- Zaat... - Disse quase sem perceber que o fazia. Sim, este era seu nome, sabia. Mas como?... Tudo parecia estar errado, embora nunca tivesse tanta certeza de que estava como deveria estar.

Bebeu. O gosto ácido e doce não fizeram muita diferença diante de sua sede, muito embora o sabor lhe fosse muito agradável. Se bem que isso não fazia muita diferença; era capaz de beber água fervente, tamanha era sua sede. Ela sorria ao vê-lo beber com vontade.

- Te encontramos finalmente, depois de três dias, caído no meio da areia quente. Temíamos que não fosses capaz de passar na prova do feiticeiro, mas parece que você é mais forte do que pensávamos. Agora que está de volta, faremos uma festa e tu receberás o bastão de Toth. Finalmente Da'at poderá descansar. Ele já está bastante idoso, na idade de deixar estas práticas. Fico feliz que você tenha sido o escolhido. Parece que ele fez uma excelente escolha.

Sim. Ele sabia o que ela estava dizendo. Sua mente clareava a cada palavra saída de sua boca. Sim, ele era um iniciado e agora lideraria o destino daquela tribo. Tudo voltava a sua mente. Lembrava das práticas, dos estudos, das fórmulas... Sim, era Zaat Al Dabir, o aprendiz do grande Da'at Farah.
De súbito lembrou-se da pedra negra e da última experiência, onde os seres do submundo juravam-lhe obedi~encia, enquanto ele mantivesse a promessa de resguardar a pedra negra. Sim... A pedra negra. O ônix batizado, a grande chave entre-mundos.

- Ainda estás muito pensativo, Zaat. Temos que nos apressar, pois já que estás acordado ebem novamente, os outros líderes da tribo vão querer aprontar os festejos o quanto antes. E nós poderemos finalmente estar juntos. - Ela sorriu amorosa e com seus olhos verdes brilhantes em meio ao tom âmbar, que a luz de fora projetava através da tenda avermelhada. Aproximou-se lentamente e beijou-lhe os lábios. Inesperadamente um turbilhão invadiu novamente sua mente, comos e caísse num imenso abismo escuro, onde flashes e imagens de tudo que acontecera depois surgiam no meio da escuridão, rodeando-o, tomando-o como parte das mesmas. Toda a história passou como um relãmpago por sua mente. A cerimõnia de entrega, os festejos, a pedra negra, as primeiras semanas como líder e feiticeiro da tribo de beduínos, o encontro com a tribo de ladrões assassinos, a morte de sua amada, a sede de vingança, o desvirtuamento e a perda da pedra negra, que acabou por deixá-lo na mira dos seres do submundo, por sua falta de responsabilidade ao perdê-la.
Abriu os olhos de ímpeto e estava novamente na sala escura da cigana e a mulher que estava ao seu lado, agora o olhava de frente. Era ela. Sua amada. Agora sabia quem era ela e quem era ele mesmo. Tudo estava completo. Faltava assumir seu compromisso e resgatar a pedra, antes que os seres do submundo o encontrasem, assim tudo estaria reequilibrado..
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Domingo, Agosto 26, 2007


PRELÚDIO DA GRANDE VAIA



A mídia só mostra o que é de seu interesse.

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Sexta-feira, Agosto 24, 2007


CARTAS CIGANAS - Parte 3

As dúvidas pairavam na sua cabeça, enquanto cruzava novamente as ruas, banhado pela luz da lua cheia, que iluminava o céu e tantos andarilhos e aventureiros das noites cariocas. Os carros deslizavam cheios de interesses e desejos insatisfeitos. A luxúria disfarçada por trás de falsos sorrisos e e roupas de grifes famosas. Ele caminhava. Os cabelos ao vento suave de uma noite de inverno. Os pensamentos nas cartas, no sorriso, na misteriosa mulher.
Atravessou as ruas em direção à velha boite, cheia de gente da pior espécie. Mas ele sabia onde andava e não havia medo algum, pois antes os outros o evitavam. Ele emanava uma aura temerária, quase sobrenatural a quem o observava. Riu de si mesmo, diante deste fato. Sabia que sua imagem era apenas isso, imagem.
De repente, a mesma sensação gelada percorreu seu corpo. Olhou ao redor sem tentar dissimular e ainda pegou a sombra apressada que entrava por uma porta, num canto escuro da rua. Aquela porta sempre estivera ali, mas nunca lhe chamou a mínima atenção, até agora. Rapidamente mudou de direção e se apressou em direção a entrada. A porta estava encostada e por trás guardava uma escadaria, que levava a um tipo de sobrado. Sem pensar duas vezes, subiu a escadaria determinado, mas com precaução, afinal, não sabia o que lhe esperava no fim da mesma.
Uma luz vermelha desenhou sombriamente o ambiente escuro e pesado pelo incenso que queimava num turíbulo no canto. A mesa. Sim, era a mesa de suas fugídeas lembranças. Uma toalha bordada a cobria. Cortinas cobriam as paredes, deixando perdida qualquer noção de onde poderia estar a janela.
Um sonoro e encarquilhado "Boa noite" o tirou de seus pensamentos e concentração quase hipnótica. Do lado oposto, estava uma senhora, que vinha entrando através de uma cortina, que mais parecia um véu envelhecido. em seguida veio uma linda mulher, muito mais jovem e com um olhar que parecia devorar a alma através de seus próprios olhos. Desviou para a senhora e meneou a cabeça, respondendo sem palavras. A senhora indicou uma cadeira junto à mesa. Ele exitou um instante, mas se aproximou e sentou. A senhora sentou do outro lado e sua misteriosa acompanhente ficou atrás dela, com o mesmo olhar devorador, como se estivesse a devorar cada movimento que ele fizesse.
De dentro de um saco, a senhora tirou um baralho de cartas velhas e ensebadas e começou a distribuí-las num padrão sobre a mesa. Seus olhos passeavam pelas cartas e vez ou outra se voltavam para ele. Em determinado momento, olhou-o fundo nos olhos, como a devassar sua alma e disse sonoramente:

- Você esteve aqui ontem. As cartas diziam que deveria voltar hoje.

Ele permaneceu calado, olhando ara ela, confuso.

- Você não se lembra, mas palavras foram ditas e revelações lhe foram feitas. Você vem para lembrar e para tomar consciência do que precisa fazer.
- Mas... Eu não...
- Você vai entender... Sim. Você vai entender.

Ela voltou a olhar as cartas e balançou a cabeça como se confirmasse algo da qual já sabia.

- Sua vida deve mudar a partir de agora. A escuridão caminha em sua direção. Eles te descobriram e logo você não poderá mais manter esta vida. Precisará assumir sua responsabilidade... Eles vem em sua direção. Você precisa acordar do esquecimento.

Ele não entendia o que ela estava dizendo, mas em seu íntimo algo fervia e era como se tudo aquilo fizesse muito sentido, muito embora não conseguisse ligar os pontos. Sentia-se como um louco que tem certeza de que nada está certo e, mesmo assim, defende tudo com força de razão.
A mulher que estava atrás da senhora se movimentou suavemente e saiu da sala. Logo retornou com uma garrafa antiga e uma taça. Abriu a garrafa e encheu a taça de algo que a princípio parecia ser vinho. A senhora fez sinal para que ele bebesse. Por mais que tudo aquilo parecesse loucura e o impulso inicial fosse de se levantar e descer a escadaria, surpreendeu-se agindo a revelia de sua vontade. Sua mão pegou a taça e levava a seus lábios, que sorveram sedentos o líquido adocicado.
A senhora fez sinal para a mulher, que saiu de trás dela e, contornando a mesa, colocou-se a seu lado. Ele voltou seus olhos para o alto, buscando a face da mulher, mas não chegou a alcançá-los, pois um emaranhado de luzes e símbolos invadiram sua cabeça. Toda a sala havia sumido e ele mergulhava numa sucessão de imagens sombrias de pessoas, lugares, gritos, palavras, prazeres, dor. O intenso mergulho o fazia sentir como outra pessoa, como se seu corpo fosse outro e vivesse outra realidade completamente estranha. Viu um imenso sol brilhando sobre o deserto e sentia sede. Estava exausto, sedento... faminto. Estava caído na areia e a pouca distância via alguém que vinha em sua direção puxando um cavalo pelas rédeas. Escuridão. Ja não tinha mais consciência de nada.

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Domingo, Agosto 19, 2007


CARTAS CIGANAS - Parte 2

O dia seguinte. Acordou se sentindo sem movimento, como se estivesse amarrado. Retorcido na cama, percebeu que tivera uma noite quase selvagem, entre fragmentos de oniricidade sem sentido e uma busca sedenta de razão, que agora se perdia em meio a dolorosa luz do sol, que invadia a o quarto, a cama.
Olhou ao redor sentindo-se deslocado e toda a cama estava uma incongruência. Todo lençõl havia sido arrancado e enrolava-se de tal jeito em seu corpo, que logo entendeu o porque de estar sentindo-se aprisionado.
13:47
O relógio de ponteiros cliqueava em meio ao quase silêncio. Um gosto de papel secava-lhe a boca e precisou de um esforço fenomenal para não cederà imobilidade e permanecer quase enterrado na própria cama; muito embora quase tivera a certeza de que era esta sua real vontade.
Levantou. Caminhou em desequilíbrio sinuoso até o banheiro. Olhou-se no espelho e teve vontade de se atirar de cabeça na banheira, caso tivesse uma naquele maldito chuveiro. Deu um suspiro e conformou-se quase instantaneamente. Ligou o chuveiro e deixou a água fria castigar-lhe o corpo, como se fosse completamente insensível. A mente permanecia buscando sentido, atirando-se numa tentativa desesperada de lembrança da noite anterior. Uma bebida. Depois outra. Música. Bar. Uma mulher entre o lusco-fusco confuso. Um sorriso quase demoníaco; mescla de sedução e confiança. Um cheiro forte... Incenso talvez. Cartas sobre uma toalha vermelho-sangue. Um dois de paus e um coringa. Um coringa? Aquele sorriso. Aquele olhar.
Saiu do chuveiro molhado, colocou a roupa por cima e saiu para comer alguma coisa na padaria. Entre uma mordida no pão com mortadela e uma bicada no café com leite, a mente desgovernada na tentativa de lembrança já não tinha mais importância. Manchetes safadas na primeira capa dos jornais da banca em frente. A mesma ladainha dos políticos, a mesma violência, as mesmas notícias sangrentas e sedantes.
Era melhor voltar para o apartamento e tomar uma dose de vodka com algum suco, se encontrasse algum na geladeira.
Aquela noite precisava sair novamente. Algo o impulsionava. Algo deveria acontecer e ele não queria resistir a isso. Não era curiosidade, mas vontade de ir e ver o que fosse, por mais absurdo, por mais sem sentido.

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Sábado, Agosto 18, 2007


CARTAS CIGANAS - Parte 1

Ele chamou o elevador. Entrou olhando seus próprios olhos no espelho, como quem vasculha impiedosamente o íntimo de alguém.
Enquanto o elevador descia, passando pelos andares, ele contava os números; apenas uma desculpa para não pensar em mais nada, como quem foge dos próprios pensamentos.
Chegou ao andar térreo, abriu a porta e caminhou até a portaria. deu um boa noite para o porteiro de quem está com pressa, muito embora estivesse andando normalmente. No fundo era apenas um convencionalismo.
Ganhou a rua em instantes e já estava na esquina antes mesmo de pensar a respeito. O sinal estava fechado e teve que esperar, enquanto o vento cheio de uma mistura poeirenta de todos os gases venenosos expulsos pelas descargas dos inúmeros carros que passavam velozes, o fazia enrugar o nariz incomodado.
O sinal fechou e de um salto estava caminhando e chegando ao outro lado. Passos rápidos, mas sem pressa.
Chegou à praia. Continuou caminhando entre os transeuntes, putas, travestis... A mente em alta velocidade, quase alucinava numa sucessão de pensamentos aparentemente disconexos. Isso batia constante em sua mente, entre restos e fragmentos de idéias, situações irõnicas, sorrisos, ímpetos violentos contidos. Cada passo, uma estória, um acontecimento que vazava entre seus cabelos, como que fugindo do caus que assombrava sua mente.
De repente, uma parada. Alguém observava. Ele podia sentir quase como que um calor tocar-lhe a pele, queimar-lhe a alma. Ele sabia que quem quer que fosse havia percebido que ele pressentira o toque de um olhar indesejável, invasor.
Olhou por cima do ombro com cuidado, como quem sabe que é preciso cautela. Mas já não havia mais ninguém. Ele sabia que alguns instantes atrás, um olhar inumano o atingira feito um projétil, mas este olhar já não estava lá.
Um arrepio percorreu sua espinha, muito embora em nada transparecesse a qualquer outro passante que por acaso olhasse para ele.
Quem o observava com toda essa aura de poder e ao mesmo tempo se furtava, como um frágil fugitivo?
Sentia-se uma cobaia sendo observada por trás de um espelho... Não gostava deste tipo de sentimento.
Apertou o passo e ganhou as ruas transversais em direção ao pub 3 ruas a frente.
Naquela noite mais nada foi anormal, muito embora o encômodo de estar tão vulnerável o acompanhasse por todo a noite.

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Quarta-feira, Agosto 15, 2007


THOR NO CINEMA

Pois é, gente. Agora é oficial e vão mesmo levar o herói nórdico para os cinemas, a exemplo de Superman, Spiderman e Fantastic Four.
O diretor será Matthew Vaughn, que dirigiu Stardust, filme baseado em obra de Neil Gaiman e que está para estreiar.

Resta saber se a coisa vai seguir o exemplo dos citados acima, onde finalmente conseguiram acertar as fórmula sem ficar cafona ou piegas.



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Segunda-feira, Agosto 13, 2007


MILITARES JÁ SUGEREM GOLPE
Midia eleva tom contra Lula.



O tom das críticas ao governo Lula, em função da crise no setor aéreo, vem subindo crescentemente na mídia. O editorial do jornal O Estado de S. Paulo, nesta terça-feira (24), fala em "governo desacreditado" e "colapso do lulismo em matéria de permitir, em última análise, que o país funcione". O Estadão refere-se ao Presidente da República como "o inexperiente Lula, o qual na irrefutável constatação de Orestes Quércia, em 1994, nunca dirigiu nem um carrinho de pipoca, antes de ambicionar o Planalto". Na mesma direção, o colunista Clóvis Rossi, pergunta hoje, na Folha de S. Paulo: "se o país é incapaz de segurar um avião na pista, vai segurar o quê?".

O jornal O Globo, também em editorial, diz que "a crise é mais profunda do que se quer fazer crer". Também no Globo, Dora Kramer diz que "à corriola governamental tudo é permitido: agredir o público com grosseria, com leviandade, com futilidades, com fugas patéticas ao cumprimento dos deveres, com indiferença, vale qualquer coisa se a anarquia tem origem nas hostes governistas". "Corriola", em seu uso informal, significa "grupo de pessoas que agem desonestamente ou de forma inescrupulosa; quadrilha".

Ministro do STM sugere golpe

O tom das palavras sobe também em alguns setores da sociedade. Além da desqualificação do governo federal, com o uso de adjetivos cada vez mais pesados, começam a aparecer também discursos de caráter golpista. Um exemplo:

"O que podemos dizer a esses ilustres jovens militares. Não desistam. Os certos não devem mudar e sim os errados. Podem ter certeza de que milhares de pessoas estão do lado de vocês. Um dia, não se sabe quando, mas com certeza esse dia já esteve mais longe, as pessoas de bem desse País vão se pronunciar, vão se apresentar, como já fizeram em um passado não muito longe, e aí sim, as coisas vão mudar, o sol da democracia e da Justiça brasileira vai voltar a brilhar".

A declaração foi feita pelo ministro do Superior Tribunal Militar, Olympio Pereira da Silva Junior, durante a entrega de espadins a alunos que ingressaram nas academias militares do Exercito, Marinha e Aeronáutica, em julho deste ano. Ao saudar os novos alunos, Olympio Junior critica a situação política do país, faz uma apologia da honra, da moral e do patriotismo, lamentando que os jovens cadetes não poderão manusear os instrumentos militar que conhecerão no treinamento. Ele diz:

"Aqueles jovens, ainda puros, não sabem que vão estudar (e como vão estudar, durante toda a carreira) tudo sobre a arte da guerra e do combate e vão conhecer e aprender tudo sobre equipamentos e instrumentos militares, os mais modernos do mundo, mas que na realidade nunca irão manusear porque, no nosso País, não se acredita ser necessário a compra de armamento/equipamento militar para ficarmos em igualdade bélica a outras nações". E critica a condição dos militares em relação aos demais funcionários públicos:

"Preparam-se, por toda a carreira, para dedicarem-se e ser fiel à Pátria, cuja honra, integridade e instituições deverão ser defendidas mesmo com o sacrifício da própria vida e têm, mesmo assim, seus vencimentos tão diferenciados de outros funcionários públicos que nunca deram nem vão dar nada ao País, pois dele só querem benesses, vantagens e lucros e o que é pior, porque ninguém faz nada a respeito e calam-se diante dessa imoralidade".

O texto do ministro foi publicado em sites nacionalistas de direita como "A verdade sufocada" e "Terrorismo nunca mais". Bacharel em Direito, Olympio Junior ingressou na carreira do Ministério Público Militar em 1976, tendo sido designado pelo então presidente, general Ernesto Geisel, para assumir a Procuradoria junto à Auditoria da Justiça Militar, em Juiz de Fora (MG). Desde 18 de novembro de 1994, é ministro do STM.

Qual é mesmo o papel da Justiça Militar no Brasil? Segundo o site do STM, é julgar "apenas e tão somente os crimes militares definidos em lei". O texto de apresentação do órgão faz um elogio da "independência, altivez e serenidade do órgão": "no período de regime militar de 1964 a 1984, levou juristas famosos na luta em defesa dos direitos humanos, como Heleno Fragoso, Sobral Pinto e Evaristo de Morais, a tecerem candentes elogios à independência, altivez e serenidade com que atuou o Superior Tribunal Militar na interpretação da Lei de Segurança Nacional e na aplicação dos vários Atos Institucionais".

Há um caldo de cultura perigoso formando-se no ambiente político brasileiro

Texto de Marco Aurélio Weissheimer, Agência Carta Maior


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Sexta-feira, Agosto 10, 2007


PRIMEIRA PÁGINA DO JORNAL O DIA - RJ:

"AVIÃO CHEIO DE DEPUTADOS FAZ POUSO FORÇADO"

Meu comentário:
- Mas que pena que não caiu. Foi um momento mais do que oportuno, para que o povo brasileiro tivesse realmente motivos de ficar feliz.

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ESSE PAÍS É UMA PIADA!

Tem coisas que só no Brasil:



E assim, é sexta-feira!
Último dia de escravidão do brasileiro trabalhador.
O resto - a minoria absoluta - é burguês, político ou vagaba mesmo; o que no final das contas são a mesma coisa. (rs)

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Terça-feira, Agosto 07, 2007


BRASIL: A VERDADE NUA E CRUA!

Gente, to começando a cair na real. Acho que desde que me entendo por gente, que escuto que este país vai melhorar. Na boa, o que realmente melhorou nestes últimos 30 anos?
Se formos analisar friamente, o progresso científico e tecnológico foi geral, no mundo todo. Aqui continuamos reféns dos interesses e da corja de políticos cada vez piores. Por que piores? Ora, antes estes roubavam, mas faziam tudo no sapatinho. Hj vemos a cara de peroba deles, fazendo tudo descaradamente. São os lobos atacando em plena luz do dia, enquanto ficamos observando eles devorarem a nós mesmos. Sá dezenas de impostos, CPMF e o escambau! E só observamos.

Olha, eu sei que tem mto nacionalista aí, que vai ficar puto com o que eu vou falar, mas a realidade é dolorosa mesmo e as pessoas não sentem dor quietas. Então aí vai:

- Este país não vai melhorar! Primeiro porque eles não estão interessados nisso; segundo porque nosso povo não liga, não se mexe, não reage. Somos todos cordeirinhos sendo tosqueados e felizes com o churrasco regado a cerveja do domingo e o futebolzinho no Maraca. Nos contentamos com o velho "Circo". Se eu pudesse, iria embora desta lambança geral amanhã. Pelo menos, lá fora se trabalha pra caray, mas se recebe o equivalente por isso. Aqui nos matamos e continuamos miseráveis, porque não existe possiblidade de se conseguir ir mto longe; o políticos não deixam; a burguesia indiferente não deixa. Salvo alguns poucos entre milhares miseráveis; sempre a falsa esperança do "você pode". O que eles não querem é perder seus escravos. Basta estudar um pouquinho, que a gente percebe esse círculo vicioso, que existe desde o tempo do Império.

Bom, é isso aí, gente. É o que estou acordando. Quem quiser e puder, que vá passar uns meses viajando fora do Brasil (como mochileiros mesmo! Gastando pouca grana), que vai atestar a verdade do que estou falando. Não existe vontade de se melhorar. Existe é vontade de chafurdar no meio da riqueza e o povo que se foda.

Fique atento, pois você é este povo!

Fui.

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Segunda-feira, Agosto 06, 2007


TEM CHEIRO DE PERIGO NO AR!

Independente do partido político a que vocês simpatizem essa notícia é preciso divulgar e se indignar, pois voltar a ditadura será o fim da picada nesta altura de nossas vidas!!!
Realmente estamos sob novo AI-5, neste governo do Lula.
O Boris Casoy foi calado, despedido por ordem do Lula.
O Jabor foi processado, condenado, calado por ordem do Lula.
É um escândalo!!!
A imprensa divulgou a sentença que condenou o Jabor a pagar indenização por danos morais, dois dias antes do Juiz assinar a sentença. Agora o Jabor foi calado na CBN.
O Diogo Mainardi, além de processado, sofreu ameaças de morte no jornal do MR-8 (da base aliada do Lula).
Há Medida Provisória enviada pelo Lula ao Congresso, instituindo a censura prévia aos programas de radio e TV.
Estou gritando CENSURA PRÉVIA, inclusive aos programas jornalísticos. Os censores já estão nomeados.
São muito jovens com a participação de estudantes da Universidade de Brasília (todos petistas é claro).
Agora só faltam as torturas e desaparecidos. Vamos denunciar isto pela Internet e por todos os meios que pudermos.

Arnaldo Jabor expulso da CBN!!!

NÓS BRASILEIROS E PATRIOTAS, DEVERÍAMOS SER 160 MILHÕES DE JABORES PARA GRITAR CONTRA ESSA BADERNA POLÍTICA E TANTOS DESMANDOS QUE EXISTEM NOS PODERES DA REPÚBLICA!

Tem cheiro de ditadura no ar !

Leia o comentário de Dora Kramer, Estadão de Domingo:

"A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário De Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do presidente 'Lula' até pode ter amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da liberdade de imprensa e de expressão, configurando-se, portanto, um ato de censura."
Em outro trecho:
"Jabor faz parte de uma lista de profissionais tidos pelo Presidente Lula como desafetos e, por isso, passíveis de retaliação à medida que se apresentem as oportunidades!"

"Não deixem de ler, reler, o texto abaixo e passem adiante"!!!!!!

A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE
ARNALDO JABOR


O que foi que nos aconteceu?
No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor,"explicáveis" demais.
Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas.
Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola.
A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe.
Isto é uma situação inédita na História brasileira.
Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político,
Infiltrada no labirinto das oligarquias, claro que não esquecemos a supressão, a proibição da verdade durante a ditadura, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada.
Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos.
Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo.
Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações.
Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar.
O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz.
Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder.
Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade,

Viram-lhe as costas passam-lhe a mão nas nádegas.
A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de "povo", consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações "falsas", sua condição de cúmplice e Comandante em "vítima".
E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso?
Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF.

Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem.
A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização.
Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.
Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito....
Está havendo uma desmoralização do pensamento Deprimo-me:
" Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?".
A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua.
Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios.
A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo Fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo
A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais Aos fatos!
Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.
No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.
Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da República.
São verdades cristalinas, com sol a Pino.
E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de "gafe". Lulo-Petistas clamam:
"Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT? Como ousaram ser honestos?".
Sempre que a verdade eclode, reagem.
Quando um juiz condena rápido, é chamado de "exibicionista".
Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de "finesse" do governo de FH, que não Teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando... Mas Agora é diferente.
As palavras estão sendo esvaziadas de sentido.
Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte. Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o Populismo e o simplismo. Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em "a favor" do povo e "contra", recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual.
Teremos o "sim" e o "não", teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois. Alguns otimistas dizem:
"Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de Verdades"!

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Sábado, Agosto 04, 2007


ALGO SOMBRIO RONDA O BRASIL

Enquanto a desordem, a falta de patriotismo e de vergonha na cara toma conta da política brasileira, entidades com objetivos mais do que escusos - diria mesmo sinistros - se articulam numa campanha cachorra, onde o interesse é puramente financeiro e de exploração, sem os entraves que as leis territoriais brasileiras impõem. Mesmo que meio capengas na sua execução, nossas leis ainda defendem nossa soberania de aves de rapina deste tipo.
Mas isso pode mudar, se não começarmos a levar a sério.

Veja o vídeo abaixo e entenda do que estou falando.



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Quinta-feira, Agosto 02, 2007


NOSSA CARA HOJE



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