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Terça-feira, Setembro 30, 2008


MÚSICA, LITERATURA E PODER SUPERIOR

Gente, esta semana redescobri o som de uma banda da década de 70. Não consigo parar de escutar a banda O Terço. Eles eram uma banda brasileira de rock progressivo. Poxa, o som dos caras é uma viagem e as letras não menos que isso. É muito legal!

Amanhã tem Chamas da Vida e 6ª gravo o comercial do GPI, que é uma escola/curso de preparação para vestiba.

As coisas estão fluindo bem... To fluindo junto. Acho que descobri o caminho das águas e to cada vez mais me deixando levar por este poder superior que não tem nome. Tem sido cada vez mais uma grande redescoberta tudo isso.

Meu livro ta quase pronto. Depois conto qual o título. Agora é achar uma editora que se interesse em lançá-lo. Enquanto isso vou adiantando os outros dois. Pois é, to numa suave efervecência de criatividade. Vamos ver até onde ela vai me levar. Que seja para além do sol! RS.

BEEEEEEEEP!

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Quinta-feira, Setembro 25, 2008


SEMANA NÃO IDENTIFICADA

Sabe quando se está com vontade de escrever, mas não se sabe o que? Pois é, eu to assim hoje.

Essa semana não teve nada demais, que eu pudesse considerar emocionante. Tive um princípio de intoxicação alimentar do domingo para segunda e isso ocasionou uma puta febre na segunda-feira, que acabou rachando-me o lábio superior, ou seja, nada de trabalho com minha imagem esta semana.

To a semana toda refém desse frio. Eu até gosto de frio, mas esta semana ando meio de saco cheio. Acho que to vestindo a camisa da primavera e to querendo a clássica primavera carioca – muito sol e calor. Tenho sentido necessidade de pegar sol, para dar uma recarga de energia, então até fui à praia na terça – ainda meio lá e cá por causa da intoxicação – e como me fez bem, mas quero poder ir a praia de manhã e depois à tarde também. Claro que eu vou devidamente armado, né? Protetor solar no mínimo 30 - se for 50, melhor ainda!

A pessoa que mais tem conversado comigo ultimamente vai ficar afastada da net por uns tempos... Isso pode significar que eu me afaste também. Acho que a única coisa que pode me manter um pouco conectado é a Jéssica. Bom, vamos ver no que dá... Isso me lembra (constantemente) que preciso ir à Sampa, pelo menos por uma semaninha. Ando super em falta com minha agência lá, a TRESTONS. Sampa sempre foi boa pra mim em termos de trabalho. Lá sempre peguei meus melhores ($) comerciais. Não posso ignorar isso por muito mais tempo.

Voltei a malhar com vontade. Como tenho uma ótima memória muscular, acho que em 1 mês já vai existir uma boa diferença, esteticamente falando. Amanhã volto a correr. Era pra eu ter voltado na segunda, mas como eu tava baleado pela intoxicação, fui remoendo. O frio ajudou, né? Não posso negar.

Enfim... Vou lendo, escrevendo e cada vez mais envolvido pelo mundo literário e meu lado escritor. Acho que vou acabar virando escritor mesmo. É uma profissão tranqüila e gostosa demais; e só Deus sabe como tenho buscado tranqüilidade ultimamente. Por falar nisso, acho que logo estarei indo passar uns dias em Lumiar; to precisando muito de reconexão com a freqüência da Terra.

Czzzzzzzzzzzzzzzz!

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Segunda-feira, Setembro 22, 2008


TOQUE

Busco o toque insípido
De tua transparência insolente.
O toque desesperado
Herético
Erótico
No brilho sobrenatural
Do teu corpo orbital
De desejo e prazer;
A perdição velada
Que insisto aceitar
E excomungar meu corpo...
O toque,
Eu busco o toque,
Seu claustro erógeno
De torpor em odor
Que inspiro profundo
E não hesito.
O toque frenético
De volúpia enlouquecida;
O toque abstrato
O toque obsceno.

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Sexta-feira, Setembro 19, 2008


PRENÚNCIO DA ENTREGA TOTAL

Os cachos caem pelos ombros quase desnudos e o sabor de aventura espalha-se pelo ar, misturado no vermelho-castanho reluzindo ao sol tímido do inverno. O olhar atira-se fulgás ao horizonte incerto de todas as lembranças. Sua mente torna-se a Meca perdida na alma dos homens... Talvez perdida dela mesma.

Num lapso de razão presencial tenta evitar o passado, como quem explode a entrada de uma mina obscura e perigosa. Mas o corpo clama a cama ardente, de sonhos molhados e delírios orgásticos. A pele treme e arrepia com o toque da brisa suave. Não é frio, mas a libido de um amor eterno; um amor que se entrega ao rompimento atemporal de desejos que parecem nunca ter fim.

Os olhos brilham com a chegada do barco que desponta no horizonte cálido e distante. E então a cama grave tornar-se-á mais uma vez, entre seda e suspiros famintos e sedentos. A noite se estenderá até que os corpos saciem-se... Até que as almas se fundam de uma vez por todas... Até que o dia amanheça... Até que apenas corpos jazam sobre restos de júbilo e prazer de uma noite agitada.

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Quinta-feira, Setembro 18, 2008


TENHO CANSADO

Tenho cansado de tantos vampiros que sugam-me impiedosamente.
Tenho cansado de todas estas sombras que rondam-me.
Tenho cansado de todas estas vozes de verbos falsos e letras pérfidas.
Tenho cansado de tanta gente expulsando-me de meus sonhos.
Tenho cansado de tanta dor e fingidas caras de compaixão.
Tenho cansado de tantos olhares falsos e cheios de gula invejosa.

Suspiro, respiro, expiro... Tudo lentamente,
Pois tenho cansado de aspirar demais ao vento inclemente.

Tenho cansado de todos os amigos de poucas horas.
Tenho cansado de tanta satisfação volúvel e ilusiva.
Tenho cansado de tanta falta de fé e reclamações idiotas.
Tenho cansado de tantos bailes de máscaras e almas perdidas.
Tenho cansado de tanto sufocar nas noites frias.
Tenho cansado de estar tão cansado de mim.

Suspiro, respiro, expiro... Já quase nada,
Pois tenho cansado deste inverno que parte com este resto de mim.

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Quarta-feira, Setembro 17, 2008


O RAPTO DOS SONHOS

Anda no rastro de lua; avenida para a eternidade de sonhos. Os olhos entreabertos num foco/desfoco, quase vendo tudo em preto e branco.

Hálito suave da noite embalando moedas etéreas de uma dose qualquer, que se perde na falta de noção tempo/espaço... Talvez todo o espaço possível, toda insensatez numa jogada infantil sobre um tabuleiro transverso... Puro verso mudo ecoando silêncio de forma ensurdecedora, enquanto sibila a cobra distante, entre maçãs e restos de vinhedos sorvidos na noite anterior, por algum deus insatisfeito e sedento, em sua trilha de algum banho coletivo entre as ninfas da floresta de vocábulos e restos de gramática perdida junto com a sanidade embriagada e seviciada por gotas brilhantes através da noite.

Profundamente, o sorvedouro de vidas clama o resto de batidas letárgicas. O pulso se esvai e retorna com força; uma troca de vidas, uma troca de seres... uma troca de versos loucos na madrugada.

Uma menina cruza a pista... Cruza as pernas... Descruza a sanha de prazer e deixa cair da taça, gotas orgásticas, que a terra sorve e explode em vida... Explode em lassidão divina e inquestionável.

Ele observa de seus olhos entreabertos, meio sonho, meio vigília... Enquanto as fadas o transportam para além dele mesmo.

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Sexta-feira, Setembro 12, 2008


O SUAVE CAMINHO DA CERTEZA

A criança caminha sobre o fio da lâmina. Não se preocupa com o desequilíbrio, pois este não lhe passa pela mente; o equilíbrio é tão certo e infalível... Cada passo, três grunidinhos/risadinhas... A criança brinca consigo mesma, pois tem toda a certeza do mundo... Toda a certeza de que há espaço suficiente no fio da lâmina, para caminhar, pular, brincar, correr... Mas ela não corre, apenas caminha e sorri.

Uma brisa suave e gostosa sopra e seus cabelos balançam.

Há uma verdadeira confiança divina nos passos alegres e brincalhões da criança. A lâmina é como uma vasta ponte para toda sua confiança. Esse sorriso era o sorriso que ela sempre quis expressar, enquanto sonhava em estar liberta novamente. Esse serzinho torna-se cada vez mais divino a medida que caminha sobre o fio da lâmina. Alegria esfuziante, olhos brilhantes... Coração repleto de amor.

Um Deus estranho aos estereótipos olha dos céus e sorri junto com a criança, um sorriso sem face, um sorriso sem som, um sorriso inexplicável... Mas definitivamente um sorriso.

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Terça-feira, Setembro 09, 2008


...

Bring on the dancing horses... Headless and all alone... Shiver and say the words... Of every lie you've heard... First I'm gonna make it... Then I'm gonna break it... Till it falls apart... Hating all the faking... And shaking while I'm breaking... Your brittle heart.

.. E a fada está solta...

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Sexta-feira, Setembro 05, 2008


QUEM SOU EU...

Quando converso, alguém sempre me pergunta das minhas estórias. Assim foi com a Carol, quando conversamos hoje e ela resolveu se abrir pra mim. De repente, comecei a soltar uma palavrinha aqui, outra ali... e logo surgiram umas estórias etc. Mas minhas estórias são assim soltas... eu lembro fragmentos de vez em quando... é como se ativassem chaves determinados acontecimentos, que por acaso se desenrolam...

Enfim... sempre fui meio misterioso... não porque eu queria fazer tipo, mas porque é minha natureza... Sou observador e às vezes falo só para socializar, criando um ar de aproximação... no fundo é máscara.... gosto da minha solidão...

E sei que meu fim vai ser assim, sozinho... O que até vejo com bons olhos; não me agrada a possibilidade de ter gente chorando e lamentando minha morte, qdo ela chegar... argh! Rs.

Mas tem pessoas que tenho um carinho especial... e elas nunca sabem disso de verdade... às vezes até me agridem, chamam de frio etc... coitadas, nunca chegaram nem perto de alcançar meu coração e descobrir que as tinha lá dentro...

Outras simplesmente acham que sou doido.

Outras ainda, sentem-se atraídas e machucam-se a si mesmas, pq idealizam demais algo que eu jamais serei... não sou o "cara pra casar"... simplesmente não é meu perfil... Gosto de ter meu canto... minhas idéias e colóquios astrais... sou meio lá e cá... Acho que é por isso que não me considero mto daqui.

Enfim... esse sou eu... gostou?

Nunca falei isso pra ninguém.

Mas essa é minha sinceridade... poucas pessoas me percebem assim... Acho que ninguém de fato chegou realmente perto de sacar isso tudo

As pessoas estranham o fato de eu não querer nada sério e as coisas sérias me cansarem depois de um tempo... Afinal, o que é uma coisa séria? Assumir um compromisso com alguém? Assumir um compromisso com sua real natureza?

Acho que prefiro a segunda opção.

Amar? Por acaso o Amor não pode ser por um tempo e depois virar outra coisa, ou mesmo não ser mais?

Porque as pessoas sempre querem tudo pra sempre? Nada é de fato pra sempre... por que isso teria que ser?

Não sou um cara do pra sempre... tudo na minha vida é passageiro, assim como somos todos neste mundo.

Eu jamais conseguiria fingir que não sou assim

Às vezes penso em ter um filho... mas fico me perguntando que tipo de pai seria...

Acho algo tão grandioso...jamais me admitiria não estar 100% presente... E simplesmente não sei se poderia

Eu prefiro não ficar cogitando... deixo o mundo seguir cavalgando a vida... Talvez em alguma esquina, em alguma alameda arborizada, eu acabe encontrando alguém e tenha um filho... Mas se não tiver, tudo bem... Eu tenho a eternidade e muito o que ver e aprender por aí afora.

Minha pressa é em me tornar uma pessoa melhor, em entender o universo, entender a vida e todas as coisas e suas ligações umas com as outras... Isso tudo me fascina e absorve minha vida em um prazer que nem sei como descrever... Talvez este entendimento seja até uma certa felicidade análoga a se ter um filho, ou coisa parecida...

A vida tem muito de mim... Acho que ela me seduziu a muito tempo atrás.. tanto tempo, que nem lembro mais. Me levou no seu bojo... me amou, me odiou, me derrubou e me ajudou a levantar... Eu amo a vida, como nada mais... Mas não é aquele apego e medo da morte... Pra mim, a vida permanece e a morte é nada demais.. É uma nova possibilidade talvez... Eu vejo assim... Uma passagem... Uma mudança de estado... E logo estamos de volta.

É... Eu sinto/sei da volta... É uma certeza dentro de mim... Aquela certeza que não se sabe como explicar, mas ela é tão forte, que nenhum discurso abala. É como um sopro divino sempre soando em nosso ouvido, uma energia correndo no íntimo...

Toda vez que sento, fecho os olhos e minha respiração diminui a quase nada, eu quase toco o universo em toda sua dimensão... Meu corpo se espalha pelo corpo do universo e eu já não sou mais eu, sem nunca deixar de ser... É aí que encontro os ciclos, entendo as multifaces de um Universo que não é multiverso, mas sim um Universo multifacetado em diversas frequências, tudo convergindo, bailando em perfeita harmonia... Daí percebo que nós é quem estamos buscando esta harmonia... Todo o universo está nela e nós estamos fora...

É assim que percebo... Daí entendo que batemos cabeças, nos chocamos entre nós e não percebemos que precisamos parar e sentir isso... É o único jeito de compreendermos tudo. As guerras parariam... os conflitos perderiam o sentido... Enfim... Agora, aqui, são apenas palavras... E vão permanecer assim por muito tempo ainda. Mas é assim que sou... Este sou eu, esta é minha vivência e o quanto de mim se mescla com tudo e procura entender essa sincronia toda.

No fundo não é difícil entender... mas abrir os olhos é voltar para o mundo e lidar com o todo, é aprender a transitar por tudo isso, redescobrindo as coisas com a nova visão, com a visão mais completa.

Essa é a minha vida... É a forma como eu a vejo e que nunca é sempre a mesma forma... Ela muda e eu mudo junto.

Esse sou eu...

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Quinta-feira, Setembro 04, 2008


METÁFORAS DA TRAVESSIA

Armários abertos e cheios de gnomos terroristas que saem deslizando entre roupas velhas e cheias de mofo, o mofo da escatologia pretérita de idéias neuróticas e doentias.
- Saiam gnomos! Fora! Vou queimar este armário de idéias cheias de bolor.

Enquanto isso, surfam alegres ondinas de desejos submersos em escarpas a beira do caminho de ondas estelares. As dimensões se abrem em 15 portais diferentes, deixando passar os cristais de lágrimas; felicidade e tristeza com razão de ser; não as emoções do descontrole paranóico. Querem as poucas nuvens nublar um céu de estrelas diamantinas, mas não podem encontrá-las por trás do sol da meio-noite.

Em silêncio os tronos caem e me curvo em mim mesmo, sentando-me sobre meu manto de idéias novas, acomodando-me no encosto de pedras de esponja e restos de recifes, como quem espera a chegada de Poseidon; tomemos uma dose de nosso néctar favorito, enquanto rasgamos fotos antigas e alimentamos anêmonas com nosso sangue coagulado no tempo.

Os olhos fixos num distante horizonte de sonhos e incendiar do céu pelo sol poente de qualquer verão perdido na neve da Islândia de minhas amarguras cuspidas pelo caminho. Sinto-me leve e deixo-me levar por esta paisagem tão forte quanto meus gritos noturnos de noites em conflito. Mas a paisagem respira suavemente através de mim... Eis a minha paz.

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Quarta-feira, Setembro 03, 2008


RITMO! RITMO! RITMO!

Desde a semana passada que não paro de trabalhar. É claro que estou adorando, mas preciso descansar, pois tenho dormido poucas horas por noite. Hoje, finalmente, ficarei em casa de molho. Vou aproveitar para ver uns filmes e, de repente, pegar uma prainha mais tarde.

Hoje tem a estréia de um amigo meu. É uma peça chamada Ratatá... Ele tem um talento fabuloso; a peça parece ter uma concepção e ritmo de quadrinhos, como é bem o estilo de direção do Ivan, o que torna mais do que interessante o resultado final. Mesmo que não seja assim, de qualquer forma é sempre surpreendente. To afim mesmo de ver... Vou assistir, depois comento aqui.
Guardem este nome: Ivan Fernandes. Esse cara ainda vai ficar muito conceituado.
Olha o cartaz!


Nunca estive tão despreocupado com meu coração. Acho que estou vivendo um momento tão legal de minha vida, que realmente estou aprendendo a deixar isso em segundo plano. Não que esteja menosprezando, mas simplesmente estou deixando o Universo levar do jeito que ele acha melhor. Tenho estado mais concentrado no meu trabalho, me esforçando para fazer bem e sempre com bom humor tudo que tem pintado. Arrisco até a dizer que tenho estado mais em paz comigo mesmo e cada vez mais reverente ao Ser Superior, cuja participação tem sido cada vez maior em minha vida. Fico feliz por essa retomada e com o diferencial de que atualmente é muito mais consciente e sem religionisses infantis; é um link direto, sem meias-palavras, sem dogmas e com direito a ficar cabreiro quando não compreendo algo. No final das contas, sempre fica a certeza de que será do jeito que Ele achar melhor. Minha missão é fazer o melhor possível o que se apresenta na área de meus talentos, o resto é fé da certeza de que o Universo sempre conspira a favor, de acordo com a vibração que emitimos.

Prossigo escrevendo meu livro, mas acho que vou acabar lançando antes um outro. Mas isso também vai depender da disposição de alguma editora em publicá-lo, senão vou acabar bancando eu mesmo.
Uma pena que no Brasil seja assim, né? Tantos talentos literários legados ao ostracismo, por uma visão estreita da maioria dos editores.

Vou terminar este post com uma frase especial:

"O homem que consagra suas horas com infatigável empenho a honrosos objetivos, traça luminosamente o seu destino."
Edward Kong

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Segunda-feira, Setembro 01, 2008




A Fada Verde

Henri de Toulouse-Lautrec, Monet, Gauguin, Degas, Rimbaud, Paul Verlaine, Van Gogh, Baudelaire, Oscar Wilde e Ernest Hemingway são apenas, entre tantos outros, alguns dos mais conhecidos nomes tocados pela sua magia. Boémios, artistas, escritores, poetas, loucos perdidos, todos se renderam ao seu encanto, à sua sedução, à sua insanidade, e tantas vezes contagiados, poderemos agradecer algo da sua inspiração à influência dessa musa.


Losna ou Absinto

Absinto (também conhecido por losna ou sintro) é um dos nomes vulgares da Artemisia absinthium L. Na Grécia antiga era uma planta dedicada à deusa Artemis, daí o seu nome científico.


"Quem já provou um chá de losna conhece a principal característica desta planta: o sabor amargo. E dizem que essa característica foi até citada num provérbio de Salomão que teria declarado: "a infidelidade, ainda que possa ser excitante e doce no seu início, costuma ter um fim amargo como a losna".
Na Grécia Antiga esta planta era dedicada à Ártemis, deusa da fecundidade e da caça. Daí a origem de seu nome científico. Popularmente, a losna também é conhecida como absinto, erva-do-fel, alenjo, erva-de-santa-margarida, sintro e erva-dos-vermes. As propriedades aperitivas (estimulante do apetite), vermífugas e estomacais explicam o uso da planta no preparo do vermute e do licor de absinto, entretanto, vale lembrar que a presença de uma substância tóxica - a tuinona - pode produzir efeitos altamente perigosos. Em doses elevadas, os chás e outros preparados a partir desta planta podem provocar tremores, convulsões, tonturas e até delírios. No século XIX, registrou-se vários casos de intoxicações e até mortes provocadas pelo uso de um licor obtido pela maceração do absinto em álcool. Na maior parte das vezes, o licor de absinto era usado como alucinógeno e não com finalidades medicinais."
(in: http://www.jardimdeflores.com.br/ERVAS/A10losna.htm )


O destilado do Absinto foi inventado pelo Dr. Pierre Ordinaire (1741-1821, que dessa forma se redimiu do nome que herdou), médico francês exilado em Couvet, na Suíça, corria o ano de 1792. O seu objectivo seria inventar uma poção digestiva. Porém, quando poucos anos mais tarde adicionou álcool à formula de absinto, anis, funcho, hissopo, e outras ervas aprimorantes do seu sabor, para potenciar o seu efeito (pois claro;), criou a bebida que viria apaixonar e animar os prolíferos meandros artísticos parisienses do final do séc.XIX e princípio do séc. XX, onde se tornou célebre e conhecida internacionalmente. Infelizmente, o Dr. Ordinaire ainda viveu para ver a sua bebida ser proibida.


"a presença de uma substância tóxica - a tuinona - pode produzir efeitos altamente perigosos. Em doses elevadas, os chás e outros preparados a partir desta planta podem provocar tremores, convulsões, tonturas e até delírios. No século XIX, registrou-se vários casos de intoxicações e até mortes provocadas pelo uso de um licor obtido pela maceração do absinto em álcool. Na maior parte das vezes, o licor de absinto era usado como alucinogéno e não com finalidades medicinais."
(in: http://absinto.no.sapo.pt/)

Bah!!!

Ao fim, ao cabo, o pouco que ainda nos resta desse encantado tempo em que (graças ao absinto) o Homem ainda conseguia falar com os animais (e àrvores, e pedras, e etcs.) é o inócuo extracto de Absinto, o fantasma da fada verde, e uma quantidade de parafernália museológica, testemunho de outra época, em que os livres-pensadores eram mais livres.
Mas não percam a esperança, pois que ouvi dizer que a fada verde ainda aparece por aí, de vez em vez...

Recomenda-se:
http://www.absinthe.com.br/index.php?main_page=about_us
http://absinto.no.sapo.pt/
http://www.jardimdeflores.com.br/ERVAS/A10losna.htm
http://www.oxygenee.com/

E o blog: http://idearioincompleto.blogspot.com

De onde tirei o texto acima.


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