Andei gravando participação em Chamas da Vida. Pois é, meio doido isso, né? Mas fazer o quê? Me ligaram da Record, para fazer esta participação, já que tinha uma cena com algumas falas e a os bombeiros são figurantes, ou seja, não podem aparecer falando. Mas foi legal... Foi bom rever o Milhen Cortaz, o Gabriel Gracindo e o Raymundo Souza (aliás, a cena foi com ele). Tive a oportunidade de dar um abraço neles e desejar Boas Festas.
E Vendetta, que é a nova novela que vou estar fazendo, ainda não começou pra mim. Dizem que o cenário atrasou, mas eu sei lá o que tá rolando. Enfim, to curioso para saber com quem vou estar trabalhando. O Gabriel acha que pode ser com o pai dele, que vai estar fazendo o papel de um mafioso e como eu sou o segurança de um mafioso na novela, deve ser com ele. Tomara! Adoraria contracenar com o Gracindo Jr.
E meu gato anda num chamego só. Até parece que ele ta intuindo que eu vou passar uma semana fora. Pois é, tenho dois lugares bacanas e que gosto mto para passar o Reveillon. Como sou avesso à muvuca, sempre escolho a serra ou o mar. Geralmente é a serra mesmo, o que significa Lumiar – um dos lugares que mais amo. Mas como disse, existe outra possibilidade, que seria Itaipuaçú, na casa de uns amigos que amo demais e que quase não vejo. Eis o impasse... Tenho até amanhã à noite pra decidir.
O Natal foi na casa de minha irmã e bla-bla-bla... Foi legal, pois minha irmã é gente boa, assim como meu cunhado, que é uma figura! E também tinha que levar uns presentinhos que comprei pra eles. Mas como não sou mto chegado a Natal, então... Acabou que tive que voltar pra casa de manhã, já que tinha que trabalhar em mais 6 páginas do portal. É... Este portal ta crescendo numa velocidade espantosa.
Bom, para os que ficam na cidade, para os que estão em outras cidades, para meus amigos e inimigos, desejo de todo o coração, um 2009 de crescimento, despertar da consciência, e verdadeiramente Amor nos pensamentos e atos. Que todos possamos nos tornar menos egocêntricos e compartilhar mais.
Gente, recebi este texto por e-mail e achei delicioso de ler. To reproduzindo aqui, para compartilhar com todos, já que o texto é totalmente ecumênico e sem religionices.
Se Cristo Voltar Neste Natal
O Que Ocorrerá Se Subitamente Surgir Em
Público Um Grande Instrutor da Humanidade?
Carlos Cardoso Aveline
Os rótulos não substituem a realidade. A sabedoria divina flutua acima das aparências visíveis, dos nomes próprios e das imagens personalizadas. O conhecimento universal é como um círculo infinito cujo centro está em todas as partes: por isso, a essência de cada religião ou filosofia contém a essência de todas as outras.
Quando vemos em profundidade a figura de Jesus Cristo, reconhecemos que ele simboliza no Ocidente os sábios e os instrutores da humanidade. Krishna, Buddha, Pitágoras, Platão, Lao-tzu, Confúcio e Cristo ensinam a mesma sabedoria universal.
Os grandes sábios jamais afastaram-se da humanidade, mas o contato com eles não é verbal e visual. Os seres humanos recebem sua ajuda e sua inspiração em planos superiores de consciência, acima do que é percebido pelos cinco sentidos e pelo nível “pessoal”, denso e primário, da atividade do cérebro. O contato a ser buscado é com a sabedoria em si mesma e não com a personalidade deste ou daquele instrutor.
Qual é, então, o verdadeiro significado da idéia de uma volta visível de Jesus?
A idéia simboliza para a alma o retorno dos sábios ao convívio humano, em um plano consciente. É a volta da sabedoria, e a reconquista da paz e do equilíbrio nos assuntos humanos visíveis. Não há por que personalizar indevidamente o retorno. Trata-se de recuperar a paz individual e coletiva, e não de pedir autógrafo ou favores pessoais a algum artista famoso recém-chegado do céu.
“Quando ocorrerá a volta?” perguntam-se as pessoas de boa vontade.
Vale a pena examinar a questão. Suponhamos que, de fato, um dos grandes instrutores da humanidade aceite a tarefa de retomar uma presença reconhecida e consciente junto à comunidade humana atual. Adotemos, também, a hipótese de que, para a ocasião, ele decida aproveitar o clima de confraternização das festas de final de ano, retomando o contato de um modo que sua presença física possa ser facilmente reconhecida pelas pessoas de boa vontade como a presença do mesmo Jesus do Novo Testamento.
Ele se tornará visível em Nova Iorque, entrando na sede das Nações Unidas? Ele conversará ali, a portas fechadas, com o secretário-geral? Ou ele surgirá curando doentes entre os povos mais pobres e humildes da África? Talvez o instrutor sagrado mande um e-mail para os principais chefes de Estado? Quais as conseqüências políticas, sociais e econômicas do seu reaparecimento? Estas perguntas práticas são incômodas. A aparição pública entre nós de um grande ser, um mestre sagrado, poderia colocar em cheque os hábitos pessoais e os apegos de muitos. Abalaria instituições e estruturas sociais.
Para investigar o que ocorreria de fato se Jesus reaparecesse na próxima véspera de Natal, o primeiro passo consiste em resgatar um texto clássico. O escritor russo Fiódor Dostoievski descreveu em 1880 como teria sido o retorno físico de Cristo durante o século 16.
Ao escrever o relato, intitulado “O Grande Inquisidor”, Dostoievsky pode ter sido inspirado desde níveis superiores de consciência. Um Raja-Iogue dos Himalaias não só pediu que o trecho fosse traduzido do russo e publicado em inglês por Helena Blavatsky em 1881, mas também escreveu, em uma carta para um discípulo leigo:
“A sugestão de traduzir ‘O Grande Inquisidor’ é minha; porque seu autor, sobre quem já pesava a mão da Morte enquanto escrevia, deu a descrição mais convincente e mais verídica jamais escrita da Sociedade de Jesus. Está contida ali uma grande lição para muitos, e mesmo você poderá tirar proveito dela.” [1]
A narrativa faz parte da obra “Os Irmãos Karamázovi”, e nela Dostoievsky descreve a aparição do instrutor divino entre os habitantes de Sevilha, na Espanha. Na época, a Inquisição estava no auge. O Vaticano prendia, torturava e matava em nome de Jesus. O Inquisidor tinha poder absoluto na Espanha. Supostos hereges eram queimados vivos todos os dias em fogueiras públicas, “para maior glória de Deus”, conforme o lema dos implacáveis jesuítas. Como seria, nestas condições, a volta do Cristo?
Segundo a narrativa de Dostoievski, o Mestre decidiu voltar sem anúncio prévio:
“Ele apareceu docemente, sem se fazer notar e – coisa estranha – todos o reconheciam imediatamente. (...) Atraído por uma força irresistível, o povo comprime-se à sua passagem e segue-lhe os passos. Silencioso, ele passa por entre a multidão com um sorriso de compaixão infinita. Seu coração está abrasado de amor, seus olhos desprendem uma Luz, uma Ciência, e uma Força que irradiam e despertam o amor nos corações. Estende-lhes os braços e abençoa-os. Uma força curativa emana do seu contato e até mesmo de suas vestes. Um velho, cego desde a infância, exclama no meio da multidão: ‘Senhor, cura-me e eu te verei’. Uma casca cai dos seus olhos e o cego vê. O povo derrama lágrimas de alegria e beija o chão sobre as marcas dos seus passos. As crianças lançam flores à sua passagem”. [2]
A população canta e grita ‘Hosanna!’ à passagem do Senhor. Os membros do povo repetem emocionados: “é Ele, é Ele”. O Cristo avança pela praça de Sevilha e ressuscita uma garota. No auge da emoção popular, surge na praça da cidade a figura temível do grande Inquisidor. É um ancião quase nonagenário, com uma rigorosa seriedade no rosto e a expressão de quem não admite ser contrariado. Vestido com uma velha batina preta, rodeado pela sua guarda pessoal, ele percebe num instante o que está ocorrendo. Diante do seu olhar severo a multidão emudece e se inclina até o chão, respeitosa e atemorizada. “Tão grande é o seu poder, e o povo está de tal maneira acostumado a submeter-se, a obedecer-lhe tremendo, que a multidão se afasta imediatamente diante dos guardas”, conta Dostoievski. Em meio de um silêncio mortal, Cristo é arrastado para a prisão.
Horas depois, a porta de uma masmorra se abre, rangendo, e o Inquisidor entra na cela do prisioneiro. Ele olha a Santa Face, como para confirmar a identidade do seu interlocutor, e diz ao Mestre:
“És tu? Não digas nada. Cala-te. Aliás, que poderias dizer? Não tens o direito de acrescentar uma palavra além do que disseste outrora. Por que vieste estorvar-nos? Porque tu nos estorvas, bem o sabes. Mas sabes o que acontecerá amanhã? Ignoro quem tu és e não quero sabê-lo: tu ou apenas tua aparência. Mas amanhã eu te condenarei e serás queimado como o pior dos heréticos, e este mesmo povo que hoje te beijava os pés, amanhã, a um sinal meu, irá alimentar a tua fogueira.”
Enfático, o chefe da Inquisição faz um discurso sacerdotal. Ele alega que o “caminho estreito” ensinado pelo Mestre não pode ser percorrido na prática. Ele é demasiado difícil e só causa mais sofrimento, porque é excessivamente verdadeiro. Afirma que é impossível avançar de fato pelo caminho da luz e do amor incondicional. Só uma religião autoritária, em que o dogma substitua a sabedoria, pode dar felicidade ao povo. Apenas a mentira organizada e institucionalizada pode garantir a ordem. A verdade universal não é conveniente.
Cristo apenas escuta. Ele fita seu carcereiro com olhos serenos, enquanto nos seus lábios há um sorriso de compreensão infinita. A mente do teólogo-carcereiro não tem segredos para ele. Suas frases já são conhecidas antes que as pronuncie. O guardião da Igreja condena a liberdade individual pregada por Jesus. Os sacerdotes necessitam rebanhos. O Inquisidor considera absurda a idéia de que cada homem seja senhor do seu próprio destino. Ele conclui assegurando ao preso que a sua heresia, e a sua audácia de reaparecer em público, serão punidas com a morte.
Terminadas as longas alegações, o Mestre não diz uma palavra, mas mantém seu silêncio calmo e cheio de paz. Depois de alguns instantes, Jesus ergue-se, olha seu acusador nos olhos e o abraça. O poderoso Inquisidor fica surpreso, confuso, assustado. Ele luta para manter o autocontrole psicológico. A força da santidade do Mestre parece vencê-lo. Ele abre com força a pesada porta da cela. Ele aponta nervosamente para a saída e diz ao Cristo:
“Vai embora. Vai e não volta jamais. Nunca mais!”
O prisioneiro não responde. Com o olhar iluminado e os passos calmos, ele sai da cela, passa pelos guardas e desaparece na noite escura.
Este, resumidamente, é o relato de Dostoievski referente ao século 16.
O que ocorreria se Cristo aparecesse subitamente no momento atual, cinco séculos depois? Os desafios não seriam poucos. Quem estaria disposto a largar seus dogmas para viver o ensinamento? O escritor indiano Anthony de Mello, um jesuíta herege do século 20, inspirado por idéias teosóficas e universalistas e duramente criticado pelo Vaticano, previu esta possibilidade em um pequeno conto simbólico, ambientado em uma situação posterior à volta de Cristo.
Mello escreveu:
“Foi feita uma proposta, nas Nações Unidas, no sentido de que se corrigissem todos os livros sagrados de todas as religiões. Tudo o que neles tivesse algum sabor de intolerância, crueldade ou fanatismo deveria ser eliminado. O mesmo se faria com toda e qualquer parte que atentasse contra a dignidade e o bem-estar do homem. Imaginem o burburinho quando se veio a saber que a proposta viera do próprio Jesus Cristo! Os repórteres correram à sua residência, ávidos de esclarecimento. A sua explicação foi simples e curta: ‘As Escrituras, como o Sábado, foram feitas para o homem, e não o homem para as Escrituras!’ , disse ele.” [3]
O que seria então das grandes instituições humanas se Jesus voltasse, e não fosse morto nem encarcerado? Qual o poder revolucionário da sua presença física consciente entre os habitantes do século 21?
Ele poderia reaparecer, por exemplo, em meio a um tiroteio, no auge de um conflito inter-religioso qualquer. Quando os atiradores o metralhassem, veriam que seu corpo era imaterial: o Mestre estaria usando apenas um corpo sutil − uma réplica do seu corpo físico − o mayavi-rupa da filosofia esotérica. Ele seria perfeitamente visível, mas não poderia ser tocado ou morto.
Depois disso, o Mestre surgiria nas ruas de Nova Iorque com seu corpo físico denso. Ele caminharia em direção ao prédio da ONU e seria reconhecido ao atravessar uma rua com sinal vermelho. Os carros parariam. Uma aura de luz branca, transparente, rodearia completamente seu corpo. “Só pode ser Ele”, pensariam as pessoas imediatamente.
O engarrafamento de trânsito se expande enquanto ele avança. Não se ouvem buzinas, porém. Os carros são abandonados com as portas abertas. Homens e mulheres se ajoelham ao ver o Mestre. Crianças correm para Ele e ele abençoa o povo. De quando em quando, ele interrompe sua caminhada por um momento e cura alguém; e aconselha, consola, ensina. No portão externo do prédio das Nações Unidas, ele menciona que quer falar com o secretário-geral e são solicitados seus documentos. O Mestre explica que não tem passaporte consigo, mas avisa que “não pretende tomar muito tempo do secretário-geral”. Os guardas têm ordens claras: sem documentos, a entrada não é permitida. O episódio toma vulto. O sistema de segurança é acionado. Em instantes, o Mestre é cercado por Forças Táticas e agentes especiais do F.B.I. Começa o interrogatório do “suspeito sem passaporte”, e surge o impasse legal.
Quando já está a ponto de ser acusado formalmente de imigração ilegal, o Mestre desaparece no ar. Do episódio fica apenas a perplexidade do público e dos policiais. Mais uma vez, estava claro que a aproximação visível e consciente entre os Mestres e a nossa civilização não era viável. O Mestre volta ao silêncio dos seus locais de retiro nos Himalaias, de onde são inspirados, entre outros pontos do planeta, os corações de boa vontade.
A verdade é que, devido às limitações da consciência humana no estágio atual da sua evolução, nenhum grande instrutor pode aparecer no mundo desta forma externa e óbvia, que gera constrangimento e incompreensão. Os Mestres tampouco “canalizam” mensagens verbais através dos numerosos profetas e intermediários que hoje se pode encontrar a cada esquina. Toda “volta” personalizada, ocorrendo no plano físico ou verbal, é ilusão.
O próprio Jesus do Novo Testamento − um personagem, aliás, simbólico e não histórico −, só foi reconhecido como um mestre e compreendido por alguns poucos indivíduos. E mesmo entre os poucos, ele foi compreendido apenas parcialmente, segundo conta a grande e bela parábola que são os Evangelhos cristãos.
Os Mestres de Sabedoria, os Imortais, os Arhats, os Rishis, ajudam anônima e incessantemente a humanidade há milênios sem conta. Eles têm colocado à nossa disposição, sob diferentes linguagens e roupagens culturais, uma sabedoria eterna que contém respostas para todos os males humanos. Taoísmo, budismo, hinduísmo, judaísmo, islamismo, cristianismo e diversas filosofias e tradições de distintas épocas contêm lições de suprema beleza e eficácia. Para tirar real proveito delas, basta transcender o dogmatismo e o emocionalismo que tendem a personalizar indevidamente o que é sagrado.
As diferentes personificações da sabedoria − entre elas as figuras de Cristo, Krishna, Buda e Lao-Tzu − funcionam como sinais da existência de seres aperfeiçoados. Tais Mestres não têm vida pública. Eles preservam corpos físicos, mas vivem anonimamente, afastados da vida social, e trabalham em um plano de consciência que está acima do alcance da imaginação popular.
Ao mesmo tempo, em um nível subjetivo, as imagens públicas dos instrutores sintetizam as nossas melhores aspirações. As imagens conscientes que as pessoas de boa vontade alimentam sobre eles são, em parte, projeções criadas a partir da divindade presente na alma humana. Só não devem ser entendidas literalmente.
Existe em cada ser humano uma semente divina, e ela deve germinar. Esotericamente, a verdadeira “volta” ou “reaparição” de Cristo é o processo de re-nascimento na alma humana deste nível universal de consciência. Sobre a volta de Jesus, o Evangelho segundo Mateus afirma:
“Então, se alguém vos disser: ‘Olhe o Messias aqui’ ou ‘ali!’, não creiais. Pois hão de surgir falsos Messias e falsos profetas, que apresentarão grandes sinais e prodígios de modo a enganar, se possível, até mesmo os eleitos. Eis o que eu vô-lo predisse. Se, portanto, vos disserem, ‘Ei-lo no deserto’, não vades até lá; ou ‘Ei-lo em lugares retirados’, não creiais. Pois assim como o relâmpago parte do oriente e brilha até o ocidente, assim será a vinda do Filho do Homem.” (Mt. 24: 23-27)
A luz da sabedoria vem do Oriente, de fato. Mas, na última frase desta citação, a palavra grega parusia, traduzida como “vinda”, significa, na realidade, presença. A frase afirma que a presença de Cristo será percebida como um relâmpago de leste a oeste, isto é, em todo o mundo. Helena Blavatsky, a fundadora do movimento esotérico moderno, escreveu que o significado desta passagem é duplo.
Em primeiro lugar, a expressão “Vinda de Cristo” significa na verdade “a presença de Cristo em um mundo regenerado e não, de forma alguma, a vinda corporal de Cristo Jesus”.
Em segundo lugar, “este Cristo não deve ser buscado nem no deserto nem em lugares retirados, nem no santuário de algum templo ou igreja construída pelo homem, porque Cristo – o verdadeiro Salvador esotérico – não é um homem mas o Princípio Divino em cada ser humano.”
Para Helena Blavatsky, ver Cristo literalmente como um ser humano é um equívoco, mas a imagem pode ser usada no plano simbólico. Ela prossegue:
“Aquele que se esforça por promover a ressurreição do Espírito crucificado em si mesmo pelas suas próprias paixões terrenas, e enterrado profundamente no sepulcro da sua própria carne, aquele que tem força para fazer rolar a pedra da matéria para longe da porta do seu próprio santuário interno, este faz despertar Cristo em si mesmo.” [4]
Há milhares de anos, nas mais diferentes tradições, o céu simboliza a alma imortal. Na Idade Média, porém, o céu cristão deixou de ser entendido como símbolo e passou a ser encarado de modo literal. O deus monoteísta, criado por teólogos desinformados segundo a imagem e a semelhança deles próprios, é um velho com ar patriarcal e olhar severo que mora entre as nuvens. Ele espia para baixo e tenta manipular os assuntos humanos, freqüentemente através da violência.
Do ponto de vista esotérico, por outro lado, o céu é a imagem simbólica da consciência elevada. A reaparição de Cristo “entre as nuvens do céu” (Mateus, 24:30) significa que o Mestre interior e a sabedoria divina ressurgirão primeiro nos níveis superiores da mente humana, isto é, no plano da inteligência espiritual, da fraternidade universal e do amor incondicional à verdade.
Neste sentido, Cristo não é uma pessoa, mas a luz da Lei do Universo. A “volta” dele deve ocorrer como um renascimento em cada coração humano. De fato, qualquer grande instrutor da humanidade só poderá aparecer no mundo externo – e ser interiormente reconhecido – quando houver em nós a pureza, a ética e a verdade que formam a essência do sentimento religioso e filosófico. Como diz 2 Coríntios, 6:16:
“Que há de comum entre o templo de Deus e os ídolos? Ora, vocês é que são o templo do Deus vivo”.
A grande oportunidade prática que está diante de nós é, pois, a tarefa da autotransformação. O Natal que comemoramos no Ocidente a cada final de ano simboliza o ressurgimento periódico e sagrado da esperança de redenção individual e coletiva. Ele significa a renovação cíclica do nosso aprendizado, e também a decisão de nascer de novo, a partir da consciência do Mestre interior, isto é, a alma imortal, que vive em unidade com o universo. Este renascimento se comemora ao mesmo tempo que o Natal externo. Os presentes físicos e as comemorações visíveis são apenas reflexos externos do verdadeiro resgate anual da consciência da luz, no nível mais essencial de nossas vidas. Nem todos são conscientes deste processo.
Deste modo, descontadas as aparências e as formalidades, cada Natal traz de certo modo a volta de Cristo, de Buddha e de outros grandes instrutores. Nesta época do ano, um sentimento de paz ilumina invariavelmente a mente humana “como um relâmpago que vem do Oriente” − de um extremo a outro do planeta − e parece compensar por um momento os sofrimentos da alma individual e coletiva.
Não pergunte, pois, quando, ou onde, se dará a volta do Cristo. A volta do Cristo se dará em sua mente e seu coração, neste exato Natal e neste Ano Novo, e sempre e quando você estiver preparado para ela.
É da consciência de cada cidadão de boa vontade que o grande Advento se irradia, estimulando a regeneração de todas as formas de vida.
NOTAS:
[1] “Cartas dos Mahatmas Para A.P. Sinnett”, edição em dois volumes, Ed. Teosófica, Brasília, 2001, ver volume I, Carta 21, p. 142.
[2] “Os Irmãos Karamázovi”, de Fiódor Dostoievski, Ed. Nova Cultural, Círculo do Livro. Veja o Capítulo V do Livro V, pp. 203-217. Em alguns detalhes, segui a tradução feita por Helena Blavatsky diretamente do russo e publicada na revista The Theosophist, Índia, edição de novembro de 1881.
[3] “O Canto do Pássaro”, de Anthony de Mello, S. J. , Edições Loyola, SP, 1995, p. 61.
[4] “Collected Writings of Helena P. Blavatsky”, TPH, Índia, volume 8, pp. 172-173.
O mar saboreia a areia, como quem sorve um chá quente. E o vento tempera o hálito suave de sal e perfumes perdidos a milhares de quilômetros daqui.
O mar é um deserto nebuloso e a praia um Saara deslocado, mas que não se importa com nada; apenas existe ali, naquele momento e no próximo e no próximo...
Enquanto tudo acontece no universo, nada vejo... As nuvens traduzem uma realidade mais que particular, uma realidade intrínseca e fantástica demais.
As pedras sob meus pés são a âncora, meu porto seguro no tempo/espaço... Mas nem mesmo elas podem ser tão reais a ponto de me manterem cativo.
Minha mente voa... E vôo com ela, sobre as ondas, através das nuvens, através de mim próprio... Sou quase um deus... Um deus sem poderes, a não ser o de ir além de si mesmo, além do que há de mais real e do que não há...
Parado na chuva, sinto a água acabando de molhar o que resta de tecido seco; as gotas escorrendo dos cabelos encharcados, deslizando sobre a pele do rosto... lágrimas... pensamentos...
Sinto a pele gelando e pequenos arrepios anunciam o corpo em alerta... Não ligo.
O frio penetra fundo e o coração só falta berrar o perigo eminente... Ignoro; assim como ignoro as regras, ignoro as vitrines sociais, ignoro as meias-verdades, ignoro a mim mesmo.
A chuva me batiza, me matiza a alma em franca demolição... Que a casca quebre, derreta, dilua-se na chuva... A liberdade virá?
Fecho os olhos confusos de chuva e lágrimas, mas posso ver ainda mais claramente o desmoronar, os sorrisos amarelos, a incompreensão alheia e a desimportãncia de tudo.
Neste momento já não sou mais eu. Sou chuva, sou água... sou lembrança vaga.
A FARSA CANALHA DA NET VÍRTUA COM SUA NOVA INVENÇÃO PARA LESAR O CLIENTE: FRANQUIA
Net Virtua e o teu bolso em 8 passos (franquia)
Pessoal,
Esse lance de franquia é uma sacanagem. Não pela franquia em si. Digamos que é uma maneira de eles manterem uma certa ordem e evitar que um cara só roube tudo. Eu falo do valor estabelecido pela NET. É ridículo. Chega a 3% do potencial máximo do que você poderia ter!
Não podemos esquecer que o que pagamos não é um link dedicado. Um link dedicado custa dezenas de vezes mais o que pagamos pelo Virtua. Portanto, é comum realmente a velocidade cair um pouco e raramente chegar ao máximo (que é o que esperamos). É como se fosse uma piscina alugada. Só que ao invés de os caras alugarem 1 piscina de 1000 litros e colocar 5 pessoas em cada, eles pegam uma piscina de 1000 litros e colocam 50 pessoas em pé. E como não vai sobrar água pra ninguém se todo mundo entrar junto, eles começam com essas limitações - que não seriam necessárias ou, pelo menos, não tão severas assim se eles não fossem fominhas.
No final, se você analisar direitinho, verá que não está pagando por um link de 4Mbps, por exemplo. Na verdade, está pagando por um tráfego de dados de 40GB (tanto upload quanto download). Eles vendem pela velocidade porque é o que o povo sonha, mas no próprio contrato já diz que eles te garantem 10% disso. Então, a única coisa de que você tem CERTEZA nesse contrato é que se ultrapassar os 40GB mensais (no caso do Virtua 4Mbps), eles vão te capar pelo resto do mês.
O único problema na verdade são 2:
1. O pessoal que não entende do assunto simplesmente engole e diz: "ok".
2. O pessoal que entende do assunto não se une, então parecem uns loucos (como eu), falando sozinhos por aí.
Pra conscientizar um pouco o pessoal que não entende muito do assunto, eu fiz umas equações pra mostrar em números, o que isso significa em 8 passos.
É pra espalhar mesmo. Se puderem, repasse, postem em blogs, mandem pro Vaticano!
Falando em números:
1. NET Virtua e o teu bolso
Você paga R$ 119,00 para ter acesso à Internet numa velocidade de 4Mbps.
2. Potencial máximo teórico
4 Mbps significam, em números:
4096kb / segundo
ou... 512KB / segundo
ou... 30 MB / minuto
ou... 1.8GB / hora
ou... 42 GB / dia
ou... 1.23TB / mês (potencial máximo teórico)
3. Cara, não viaja. A Internet flutua e ninguém pode usar 100% da velocidade o tempo todo!
Ok. Então a NET te garante 10% disso, afinal a velocidade da Internet flutua... Então, temos o direito de cobrar por:
410kb / segundo
ou... 51KB / segundo
ou... 3 MB / minuto
ou... 180MB / hora
ou... 4.2 GB / dia
ou... 123GB / mês
4. Pô, cê tá maluco? Há milhares de assinantes de NET Virtua! Se todo mundo usar isso dessa forma, a velocidade vai ficar uma porcaria e a NET pode até ser processada!
Então, a NET se reserva o direito de impor o limite de 40GB / mês (franquia), o que significa que você pode usar, se for bem organizado e paciente:
123Kb / segundo obs. você não pagou por 4096kbps?
ou... 15KB / segundo
ou... 927KB / minuto
ou... 57MB / hora
ou... 1.366 MB / dia
ou... 1.37GB / dia
ou... 40GB / mês
ou... 3% de 1.23TB (potencial máximo teórico)
5. Agora sim, um negócio justo para ambos os lados! (será?)
Então, vamos falar do dinheiro que sai do seu bolso:
a. R$ 119,00 por mês é o que você paga.
b. 3% do que você paga é o que pode usar
c. A quantia equivalente ao serviço que você pode usar é de:
R$ 3,57 (Isso mesmo! Três reais e cinqüenta e sete sentavos!)
6. Raciocínio
Ora! Sejamos humanos. A NET poderia ir à falência se 100% dos usuários cobrassem por um serviço digno. Muita coisa funciona assim, neste país! A NET tem que cobrar MUITO, e lucrar MUITO! A NET cobra R$ 119,00 de cada cliente, e se protege atrás de cláusulas que lhes permite oferecer apenas R$3,57 em troca. Isso daria um lucro bruto de cerca de R$115,43. Ou 97% de lucro bruto.
Então, multiplique estes valores pelo número (milhares ou centenas de milhares) de usuários que pagam pelo NET Virtua, e imagine o quanto eles economizam (ou vendem) a mais. A NET precisaria comprar mais banda pra permitir que todos os seus clientes pudessem navegar na velocidade contratada. Mas pra que? Eles enganam todo mundo com essas clausulas. Te fazem de trouxa, e te fazem assinar embaixo.
7. Conclusão
Agora me diga: Aquelas moedinhas no cofrinho rosa da propaganda são suas, ou da NET? Sim, eles economizam o SEU dinheiro, só que pra eles.
8. Se você não entendeu a matemática:
Joãozinho tinha R$119,00 para comprar carne para o churrasco.
Foi ao açougue e pediu 1kg de picanha especial. O valor da peça: R$119,00.
Porém, havia uma cláusula que dizia que apenas 100g da peça seria de pura picanha.
Os outros 900g poderiam ser outra carne, osso ou gordura.
Havia ainda outra cláusula que dizia que Joãozinho e sua família só poderiam consumir 30g da peça. Os outros 970g teriam de ficar no próprio açougue, para evitar que faltasse carne no mercado.
A única vantagem que você leva sobre Joãozinho é que sua banda não diminui de tamanho ao ser preparada, mas a peça de carne que Joãozinho comprou deve encolher ainda uns 10% quando for pra churrasqueira. É, mas ele ainda pode chupar o osso!
* Obs.:
1. Todos os serviços de banda larga atualmente têm alguma maneira de impedir que você tire 100% proveito do serviço que você, por lei, é obrigado a pagar 100% todo mês. A NET não é a única vilã. É a legislação que precisa ser mudada. E pra mudar, é preciso que saibam que há algo de errado. Por favor, repasse estas informações.
2. Os R$119,00 são baseados no custo atual, de Novembro de 2007, por uma assinatura sem descontos por uma conexão de 4Mbps pelo NET Virtua
Agradeço ao Cesar Hashimoto, pela paciência de tornar claro este processso canalha, da qual estamos sendo vítimas.
Vontade de escrever, mas não sei o quê... Fico deixando as idéias correrem pela mente, pelo papel, pelas laterais de um canteiro florido, ora em cores vivas, ora uma película antiga em preto e branco e, cheia de pequenos defeitos característicos do tempo... E o tempo toma o enredo e as idéias se distorcem, os desejos se confundem e já não tenho certeza se é esta ou aquela direção.
Domingo à tarde... Um musical ecoa na TV da sala e eu não reconheço a música... Não reconheço o musical. Sinto a textura do teclado e é como um pequeno adendo no meio das idéias... Um adendo sensitivo, quinestésico. Mas é muito non sense para ser levado em consideração.
Penso na noite anterior e a sensação é de passado distante. O agora é tão presente, tão forte, que até a curta tentativa de pensar no futuro torna-se tímida e idiota... Rio de mim mesmo, como quem se acha um tonto por alguns instantes.
Num instante, a percepção de minha presença no agora cresce absurdamente. Rapidamente tenho a sensação de separatividade, mas logo em seguida a consciência toma seu lugar e apenas compreendo que está sensação fulgás de separatividade é apenas a percepção inicial de que estou num ritmo saudável, em meio à loucura e o ritmo do resto do mundo; talvez devesse dizer do resto das pessoas, em lugar de mundo. Não sei... Creio que não é um bom momento para verbalizar algo deste tipo.
Sinto apetite voraz por todos os meus livros que ainda não li, mas quase instantaneamente sinto-me sem a menor paciência para leitura; simplesmente não é o momento para issso; nenhum deles tem o assunto ideal para este meu momento. Mas isso não importa... Nada é tão importante como esta percepção do agora, de como meu corpo respira, da consciência de meus sentidos, capaz de ampliá-los e então perceber as minúcias que seus talentos propriamente ditos me proporcionam e eu geralmente não percebo.
Cai a ficha de que estou meditando sem estar em posição de lótus, sem fechar os olhos... Uma forma diferente. E gosto disso. E sinto vontade do silêncio que o mundo não me dá... Então prefiro buscar em mim próprio e talvez agora sim, deva ir sentar-me em lótus e mergulhar fundo em minha própria essência transcendente.
Ando meio de saco cheio de tantas máscaras. Olho ao redor e só sinto vontade de ficar no meu canto. Às vezes dá vontade de ir pro meio do mato e me afastar dessa merda toda. É muita merda junta e todo mundo sorrindo, como se tudo fosse perfeito. Pessoas tão podres por dentro, quanto a própria e intocável sociedade da qual fazem parte.
É impressionante como em todo canto, em todo empreendimento, sempre tem uma “jogada”. To realmente cansado dessa palhaçada; falta de ética. Preciso de algo verdadeiro para acreditar... Não ta dando pra acreditar nas pessoas. Estou cansado disso tudo. Que sociedade cachorra e intragável! Cada dia que passa mais podre ela se revela, cheia de regras sem fundamento, cheia de convencionalismo barato e estapafúrdio.
Não sei se é efeito do estresse de final de ano, ou é tudo junto. Provavelmente é a segunda, mas to realmente me sentindo assim, meio enojado e achando que tudo é mto cheio de véus e eu to vendo cada vez mais a fundo... A dança dos 7 véus éticos... Máscaras como sepulcros caiados.
Em 2009 deixo de depender dos outros e começo a ditar as regras; ou é de forma ética ou pode ir pro quinto dos infernos, que eu não vou mais me curvar. Chega! Se vier de armação vai escutar o que não quer. Acabou! Tolerância zero para escrotidão na minha vida. Pode ser difícil, mas vou levar a minha vida com princípios de valor e não toda esta merda fedida que a sociedade chama de justiça, ética, moral... Bando de hipócritas, orgulhosos e vaidosos do inferno.
O ano novo vem e eu estabeleço minhas próprias regras de conduta. Se não for direito, se não for ético, ta fora. Custe o que custar! Foda-se! Eu pago o preço.
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Escutando Roy Orbison.
I DROVE ALL NIGHT
I had to escape , The city was sticky and cruel
Maybe I should have called you first
But I was dying to get to you
I was dreaming while I drove
The long straight road ahead
Uh-huh, yeah
Could taste your sweet kisses, your arms open wide
This fever for you was just burning me up inside
I drove all night to get to you
Is that all right?
I drove all night, crept in your room
Woke you from your sleep to make love to you
Is that all right?
I drove all night
What in this world keeps us from falling apart?
No matter where I go
I hear the beating of our one heart
I think about you when the night is cold and dark
Uh-huh, yeah
No one can move me the way that you do
Nothing erases this feeling between me and you
I drove all night to get to you
Is that all right?
I drove all night, crept in your room
Woke you from your sleep to make love to you
Is that all right?
I drove all night
Could taste your sweet kisses, your arms open wide
This fever for you was just burning me up inside
I drove all night to get to you
Is that all right?
I drove all night, crept in your room
Is that all right?
I drove all night
Gente, eu simplesmente não tenho sentido vontade de escrever. Isso é raro, mas acontece. Então, vou contar só o que anda rolando, pra não deixar de dar uma atualizada.
Bem, tenho voltado a ler gibis, só que tenho baixado em pdf, com o Dreamule. Descobri uns gibis de Alan Moore, entre eles, Tom Strong... Tem um estilo meio Pulp e é bem gostosinho de ler.
Tenho escutado freneticamente a discografia do The Mission UK. Putz! Tinha esquecido como eles são bons. Uma verdadeira viagem cada música. Dizer que estou curtindo muito seria uma redundância, não?
Meio que saí da novela Chamas da Vida. Pois é, saí... E fui catapultado em Vendetta, a novela que estréia em janeiro. Começo a gravar amanhã. Serei um dos seguranças de um mafioso da trama. Vamos ver se nessa a oportunidade surge, porque em Chamas – é duro dizer isso, mesmo pra mim que estou envolvido – foi meio decepcionante. Gostaria que fosse diferente, porque a Cristiane – a autora – escreve super bem e eu gosto do estilo dela, mas enfim... Não foi. Quem sabe numa próxima oportunidade eu possa fazer um de seus personagem com mais destaque?
O Rio já tá em ritmo de verão. Tenho corrido na praia todos os dias e todo mundo já começa a brilhar diferente. Verão aqui é foda demais... Não tem jeito. Amo!
Bem, é isso... AH! Uma ex-aluna passou na primeira fase de testes para o filme do Arnaldo Jabor. To todo orgulhoso! Manda ver, Giuliete!
Gente, O PORTAL DAS SOMBRAS está finalmente pronto. Tive problemas para colocar no Youtube, porque o filme tem 13 minutos, o que ultrapassa o tempo regulamentar do site, que é de 10 minutos, então coloquei no Google Vídeos.
ARMADILHAS E CILADAS NO CAMINHO DA ASCENSÃO Por Dr. Joshua David Stone
... Achei este texto espetacular e um ótimo manual de conduta, por isso estou postando aqui, para quem achar que seria interessante adotar em sua vida, ou mesmo que funcione como um livreto de consultas.
Abs.
Alex ...
“ Nas minhas viagens pela vida como ser espiritual, psicólogo espiritualista e discípulo do caminho, tomei consciência de muitas das armadilhas e ciladas que se encontram no caminho espiritual. Considero-me até especialista no assunto, pois tive a experiência de cair na maioria delas.
Recomendo, convicto, a meditação sobre a lista que apresento a seguir. Embora breve em palavras, é profunda em intuições.
O meu propósito ao partilhar estas situações é poupar, ao maior número de pessoas possível, sofrimento desnecessário, carma negativo e os atrasos no caminho da ascensão, provocados pelo desconhecimento e pela ignorância. O caminho espiritual é bastante fácil num plano e incrivelmente complicado em outro. O ego negativo e as forças das trevas espalham sedução e apegos, imensos complexos e ardilosos desafios em cada passo do Caminho. Cometer erros e cair nessas armadilhas é normal. A minha preocupação é evitar que as pessoas que buscam o seu Caminho, fiquem enredadas nas ciladas por longos períodos, ou mesmo vidas inteiras.”
Eis, então, as armadilhas e as ciladas mais comuns:
1. Abrir mão do seu poder pessoal, concedendo-o a outras pessoas, à mente subconsciente, ao ego negativo, aos cinco sentidos, ao corpo físico, ao corpo emocional, ao corpo mental, à criança interior, a um guru, aos mestres ascensionados, a Deus, a tudo o que for externo.
2. Amar os outros, mas não a si mesmo.
3. Não reconhecer o ego negativo como fonte de todos os problemas.
4. Concentrar-se em Deus, mas deixar de integrar e educar de modo correto, a sua criança interior.
5. Comer incorretamente e não fazer exercícios físicos suficientes, o que resulta em doença física e limitação nos outros níveis.
6. Mergulhar profundamente na vida espiritual mas não reconhecer o plano psicológico, que precisa ser compreendido e dominado.
7. Desejos, desejos e mais desejos materiais.
8. Exercer poder sobre os outros depois de alcançar o sucesso.
9. Desligar-se demais das coisas da Terra, o que prejudica o corpo físico.
10. Tentar escapar da Terra, em vez de criar o Céu na Terra.
11. Ver apenas as aparências, em vez de observar a verdadeira realidade que está por detrás de todas as aparências.
12. Tentar tornar-se Deus, em vez de perceber que você já é o Eu Eterno, como todas as outras pessoas o são.
13. Não perceber que você é a causa de tudo.
14. Servir os outros totalmente, antes de se tornar auto-realizado dentro de si mesmo.
15. Pensar que existe algo que se possa chamar de raiva justificada. A raiva é uma armadilha perigosa.
16. Tornar-se um extremista, e não ser moderado em todas as coisas.
17. Pensar que precisa ser asceta para tornar-se um ser espiritual.
18. Tornar-se sisudo demais, deixando de ter alegria, felicidade e diversão suficientes na vida. Não há ascensão sem alegria.
19. Ser indisciplinado e deixar de perseverar incessantemente nas suas práticas espirituais.
20. Abandonar as práticas e estudos espirituais quando se envolve num relacionamento.
21. Dar prioridade a um relacionamento, em detrimento do si e do seu processo interno. Essa é outra armadilha traiçoeira.
22. Deixar que a criança interior governe a sua vida.
23. Ser crítico demais e duro demais para consigo mesmo.
24. Deixar-se enredar pelo glamour e ilusão dos poderes psíquicos.
25. Tomar posse do seu poder pessoal, mas não aprender ao mesmo tempo a submeter-se ao seu Cristo interno.
26. Abrir mão do seu poder pessoal quando estiver fisicamente cansado.
27. Esperar que Deus e os mestres ascensionados resolvam todos os seus problemas.
28. Viver no piloto automático e relaxar a vigilância.
29. Entregar o seu poder a entidades que se possam comunicar consigo.
30. Ler demais e não meditar o bastante.
31. Deixar que a sexualidade o domine, em vez de dominá-la.
32. Identificar-se excessivamente com seu corpo mental ou emocional, sem atingir o equilíbrio.
33. Pensar que precisa ser um canal para outras vozes, ver ou experimentar toda a espécie de fenômenos mediúnicos a fim de se tornar espiritualizado ou ascender.
34. Forçar a elevação da sua kundalini.
35. Forçar a abertura dos seus chacras.
36. Pensar que o seu caminho espiritual é melhor que o dos outros.
37. Julgar as pessoas em função do nível de iniciação que alcançaram.
38. Partilhar o seu nível "avançado" de iniciação com outras pessoas.
39. Contar aos outros o seu "bom trabalho espiritual", em vez de simplesmente centrar-se na sua humildade. “Não saiba a tua mão esquerda o que fez a tua mão direita”.
40. Pensar que as emoções negativas são algo imprescindível.
41. Isolar-se dos outros e achar que isso é ser espiritualista.
42. Considerar a Terra um lugar terrível.
43. Entregar o seu poder à astrologia ou à influência dos astros, como fatores externos e incontornáveis.
44. Apegar-se demais às coisas e às pessoas.
45. Viver desapegado demais com relação à vida; não se esforçar rumo ao desapego envolvido.
46. Viver preocupado demais com o eu; e não se dedicar o suficiente a servir os outros.
47. Enredar-se nas numerosas teorias equivocadas da psicologia tradicional, pois cada uma delas não passa de uma fina fatia da torta inteira.
48. Ser místico demais ou ocultista demais, e não se esforçar para integrar os dois lados.
49. Desistir no meio das grandes adversidades. Essa é uma das piores armadilhas. Nunca desista! Nunca, jamais deve desistir!
50. Achar que o sofrimento que o incomoda - seja em que nível for - não irá passar.
51. Concentrar-se demais no nível de iniciação que alcançou, ou aguardar com ansiedade exagerada o momento da ascensão, em vez de se preocupar com o trabalho que precisa ser feito.
52. Deixar-se enredar pelos poderes espirituais em vez de reconhecer que o amor é, de entre todos, o maior poder espiritual.
53. Denegrir outros grupos espiritualistas ou metafísicos, em vez de buscar o trabalho conjunto e a unificação, mesmo que esses grupos não estejam inteiramente sintonizados com todas as suas crenças.
54. Deixar-se enredar no dogma da religião tradicional, ou quaisquer outros dogmas.
55. Pensar que precisa de um sacerdote, que aja como intermediário entre si e Deus.
56. Usar as suas crenças espirituais para gerar divisão, elitismo ou uma condição especial indevida.
57. Tornar-se fanático demais pelas suas próprias crenças.
58. Achar que pode alcançar a iluminação por meio de drogas ou algum tipo de pílula mágica. Essa é uma das piores formas de ilusão!
59. Achar que outras pessoas não precisam trabalhar no seu caminho espiritual.
60. Sobrevalorizar o relacionamento com os filhos em detrimento das relações consigo mesmo e com o seu Cristo interno.
61. Enredar-se em todas as atrações deste mundo material, realmente fascinante.
62. Envolver-se demais no amor a uma só Pessoa, em vez de expandir seu amor para englobar muitas pessoas, e todos os outros, de forma incondicional.
63. Enredar-se na dualidade, em vez de buscar equilíbrio mental, paz interior e equidade em todos os momentos; se você não transcender a dualidade, continuará a sentir-se vítima da sua própria montanha-russa emocional, sacudindo-se de um lado para o outro entre os altos e baixos da vida. A alma e o espírito pensam com uma consciência transcendente, que não tem ligação com essa lufa-lufa quotidiana.
64. Ser pai ou filho, mãe ou filha no relacionamento a dois, em vez de assumir a condição de adulto.
65. Pensar que precisa sofrer na vida. Isto é tremendamente falso!
66. Ser ou querer ser um mártir do caminho espiritual.
67. Precisar de controlar os outros.
68. Ter ambição espiritual.
69. Precisar de simpatia, amor ou aprovação.
70. Ter necessidade de ser um Mestre.
71. Ser hipersensível ou, no outro lado da moeda, duro demais.
72. Assumir responsabilidades no lugar dos outros.
73. Ser ou querer ser um salvador.
74. Servir por motivos egoístas e pensar que está a acumular mérito espiritual.
75. Pensar que é espiritualmente mais avançado do que realmente é; por outro lado, pensar que é menos avançado do que realmente é.
76. Ser famoso e cultivar a dependência da fama.
77. Dar importância indevida à busca da paixão ou da alma gêmea, e não perceber que a sua própria Alma - e a Mônada - são aquelas que, na verdade, o podem complementar e saciar interiormente.
78. Pensar que precisa de um relacionamento romântico para ser feliz.
79. Precisar ver-se no centro do palco; ou, no outro lado da moeda, preferir sempre esconder-se pelos cantos.
80. Trabalhar e esforçar-se demais, exaurindo-se fisicamente, ou, no outro lado da moeda, distrair-se demais e não se ocupar dos assuntos do Pai.
81. Buscar orientação em médiuns e não confiar na própria intuição.
82. Entregar-se, neste plano ou no plano interior, a mestres que não sejam ascensionados e que, logicamente, também têm uma compreensão e concepção limitadas da realidade.
83. Fazer do caminho espiritual um hobby, e não o "fogo devorador".
84. Perder tempo demais em frente da TV, na Internet, com jogos de vídeo, ou lendo romances fúteis, e assistindo a filmes violentos.
85. Gastar quantidades imensas de tempo e energia por falta de organização e administração adequada do tempo.
86. Pensar que discutir com os outros é algo que lhe sirva a si, ou sirva a outras pessoas.
87. Tentar vencer ou estar certo, em vez de se esforçar por amar e compreender.
88. Enfatizar demais a intuição, o intelecto, o sentimento e o instinto, em vez de perceber que tudo isso precisa ser equilibrado e integrado, cada qual na sua devida proporção; a cilada, aqui, é identificar-se excessivamente com um deles.
89. Devotar-se a um guru que o diminui e o divide, em vez de se dedicar ao Eu espiritual que é você mesmo, e cultivar o seu próprio Cristo interno.
90. Tentar permanecer aberto todo o tempo, em vez de saber como abrir e fechar o seu campo energético, de acordo com as necessidades.
91. Não saber dizer não aos outros, à criança interior ou ao ego negativo.
92. Pensar que a violência ou qualquer tipo de agressão contra os outros lhe vai trazer aquilo que você deseja, ou que sirva a Deus de algum modo.
93. Culpar Deus ou irritar-se com Ele ou contra os mestres ascensionados por causa dos próprios problemas.
94. Quando suas orações não forem atendidas, pensar que Deus e os mestres ascensionados não estão respondendo às suas preces.
95. Comparar-se com outras pessoas, em vez de perceber que somos únicos, e que as potencialidades, as circunstâncias e as vivências do outro não são as suas.
96. Pensar que ser pobre é ser espiritualizado. Pensar que é preciso ser rico para ser feliz e espiritualizado.
97. Comparar-se e competir com os outros por causa dos níveis de iniciação e ascensão.
98. Assumir o papel de vítima diante de outras pessoas ou do seu próprio corpo físico, emocional ou mental, desejos, cinco sentidos, ego negativo, eu inferior.
99. Estudar demais e não manifestar os seus conhecimentos no mundo real.
100. Pensar que o seu mau humor é a verdadeira realidade de Deus.
101. Pensar que o valor reside em fazer e alcançar coisas.
102. Pensar que você não precisa de se proteger espiritual, psicológica e fisicamente.
103. Pensar que glamour, ilusão, ego negativo, medo e separação, são a verdadeira realidade.
104. Usar açúcar, café e refrigerantes e outros estimulantes artificiais para obter energia física.
105. Tentar fazer tudo sozinho e não pedir a ajuda a Deus; ou, no outro lado da moeda, pedir a ajuda de Deus e não se ajudar a si mesmo.
106. Deixar de amar as pessoas porque elas o estão a tratar mal ou dando um exemplo negativo de egoísmo; não distinguir a pessoa de seu comportamento.
107. Perder a fé na realidade viva da Alma, da Mônada, de Deus e dos Mestres Ascensionados, e na capacidade que eles têm de ajudá-lo.
108. Pensar que apenas as outras pessoas podem atingir a ascensão, ou ser Luz no mundo, ou pelo menos não nesta vida.
109. Tentar atingir a ascensão para fugir dos problemas quotidianos.
110. Pensar que a Terra é uma prisão, e não reconhecê-la como um Paraíso em evolução.
RESUMO
Penso que a lista acima proporciona um bom material para reflexão. O eu inferior, os poderes do glamour, da ilusão e do maya e o ego negativo são por natureza incrivelmente traiçoeiros e ardilosos. Como disse o mestre Yoda nos filmes da série Guerra nas Estrelas, "Não subestime o poder do lado escuro da força". Uma vez emaranhado nele, pode ser bem difícil encontrar a saída. Manter a clareza da mente é algo que exige enorme vigilância, autodisciplina, devotamento e devastadora honestidade. Se o ego não conseguir fazer que você se sinta um subalterno, certamente tentará fazê-lo sentir-se um manda-chuva, idéia ainda mais sedutora.
“Tudo o que existe no universo divino é governado por leis - físicas, emocionais, mentais e
espirituais. Aprendendo a compreender essas leis e tornando-se obediente a elas você
trilhará o caminho da ascensão.”
"Você é um ser triplo. É formado por corpo, mente e espírito. Também poderia chamá-los de físico, não-físico e metafísico. Isto é a Santíssima Trindade, e Ela tem sido chamada por muitos nomes." (Neale Donald Walsch)
Estou no finalzinho da edição do curta-metragem O Portal das Sombras, que fica pronto em dezembro.
O cartaz oficial já está pronto.
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