Quinta-feira, Janeiro 29, 2009
CONSCIÊNCIA E LIBERDADE
Janeiro tem sido um mês estranho. No entanto, tem sido um mês bastante interessante, levando em consideração que a maior parte das estranhezas tem tido origem em meus próprios pontos de vista; afinal, o que é a realidade, senão uma questão de ponto de vista?
Naty tá no Rio e até isso tem sido um pouco estranho pra mim... Pensei que talvez fosse a possibilidade de eu estar ainda com uma certa imagem de quem eu conhecia no passado e por isso estava estranhando, mas já descartei isso. Acho mesmo que é um momento de redescobrimento. Existe dentro de mim uma preocupação em não feri-la, mas ao mesmo tempo sei que preciso seguir o que dizem os oráculos internos das profundezas da mente (alguns diriam do coração e não estariam errados, se não fosse a conotação emocional que sempre dão, ao invés de entenderem sentimento como algo bem diverso de emoção – coração e mente são a mesma coisa, quando não acreditamos que mente seja apenas a frieza e o calculismo. Mente consciente – não no sentido da psicologia - é certeza, autoconhecimento e clareza de sentimentos).
Ontem ela me disse coisas importantes, que devo levar muito em consideração e observar em mim mesmo. A Naty tem uma sinceridade que falta na maioria das pessoas, pois ela diz as coisas sem o intuito de machucar, como quem quer se vingar de alguém que feriu seu ego e vandalizou seu idealismo, mas sim com a intenção de ajudar a gente a se tocar de certos aspectos que muitas vezes deixamos passar. Ela também falou uma coisa que me fez sentir mais tranqüilo e consciente de que devo seguir em frente, num caminho específico; ela definiu este momento com um simples “Estou aproveitando”. Na hora pensei um pouco e depois, achei que tudo bem; afinal, é algo que deveríamos todos fazer, viver o presente e irmos nos adaptando de acordo com os acontecimentos, de forma a não idealizarmos demais e depois ficarmos pelos cantos, depressivos, porque frustramos nosso próprio “eguinho”, que se torna uma criança birrenta por não poder controlar o mundo, quiçá a vida!
Não estou dizendo que não deveríamos planejar. Não é isso. Planejar é legal e fundamental, mas temos mais, que estarmos preparados para mudanças no meio do percurso e com isso replanejarmos constantemente. Isso é uma forma sadia de encarar a vida, sem repentes egóicos e birrentos, por causa disso ou daquilo que não aconteceu do jeito que queríamos. A vida é assim, ela acontece! O que torna uns diferentes de outros é o fato de estarem o não prontos para mudanças e aceitarem isso com maturidade (tranqüilidade de quem tira a camisa porque está com calor).
Continuo gravando Chamas da Vida. As gravações de Vendetta já começaram, mas até agora não fui convocado. Enquanto isso, deixo aqui uma foto da gravação do último sábado.
Raymundo Souza (Coronel Eurico), eu (Sd. Bombeiro Freitas) e Lucinha Lins (Wilma)
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3:02 PM by Alex Zimmer
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Domingo, Janeiro 25, 2009
CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS!
A revista Isto é publicou esta entrevista de Camilo Vannuchi.
O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.
"Cuidado com os burros motivados" Em "Heróis de Verdade", o escritor combate a supervalorização das Aparências, diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima.
ISTOÉ -- Quem são os heróis de verdade?
Roberto Shinyashiki -- Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe... O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura... Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes.
E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe.
O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.
ISTOÉ -- O sr. citaria exemplos?
Shinyashiki -- Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos,empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila
Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito "100% Jardim Irene". É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje
10% da população americana. Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata? Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a
mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.
ISTOÉ -- Qual o resultado disso?
Shinyashiki -- Paranóia e depressão cada vez mais precoces. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.
ISTOÉ - Por quê?
Shinyashiki -- O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência. Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei-a na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.
ISTOÉ -- Há um script estabelecido?
Shinyashiki -- Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um Presidente de multinacional no programa O aprendiz ? "Qual é seu defeito?" Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: "Eu mergulho de cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar". É exatamente o que o Chefe quer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido? É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Damesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder. O vice-presidente de uma as maiores empresas do planeta me disse: "Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir". Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?
ISTOÉ -- Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki -- Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de
motivação, mas o maior problema no Brasil competência. Cuidado com os burros motivados. Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.
ISTOÉ -- Está sobrando auto-estima?
Shinyashiki -- Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa. Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom. Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que
acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.
ISTOÉ -- Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Shinyashiki -- Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta.
O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: "Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham". Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia.
Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo. A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado
ISTOÉ -- O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki -- Exatamente. A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram. A crise será positiva se elas
entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.
ISTOÉ -- Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Shinyashiki -- Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros. Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo. Um amigão me perguntou: "Quem decidiu publicar esse livro?" Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.
ISTOÉ - Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki -- O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas. A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates.. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.
ISTOÉ -- Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki -- A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias. A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é
esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo. Jeito certo não existe! Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema. Quando era recém-formado em São Paulo , trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: "Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz". Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da
morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida...
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9:55 AM by Alex Zimmer
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Terça-feira, Janeiro 20, 2009
MUITO LONGE DA ILUMINAÇÃO
Esta manhã acordei meio puto.
Sabe aquelas pessoas que você ajuda durante muito tempo, mas tanto tempo, que elas deitam e rolam e acham que você tem mais é obrigação de ajudar; por trás ainda falam mal de você etc.?
Pois é exatamente este o caso na história da minha família. Tenho um tio, que meu pai deu guarita a minha vida inteira – desde que me entendo por gente, meu pai ajuda a família deste meu tio. Eles chegaram muitas vezes a morar lá em casa, porque não tinham onde ficar. Por várias vezes, chegaram a brigar com minha mãe e tal, pois sempre tiveram os narizes empinados de orgulho e, como disse anteriormente, chegaram num ponto, onde começaram a achar que a gente tinha mais era que ajudar mesmo, além de, é claro, uma inveja monumental porque minha família, por muitos anos, teve uma ótima situação financeira, que aliás foi conseguida com muito trabalho duro de meu pai e não veio fácil.
Então... Uns 5 anos atrás, minha mãe sofreu dois derrames e ficou numa situação onde precisa de nossa atenção o tempo todo, pois faz quase nada sozinha. Os primeiros 2 anos desta situação foram os mais penosos e complicados, pois foi necessário que adaptássemos nossas vidas a toda esta nova situação.
Agora que vem o fado da questão.
Desde o momento do primeiro derrame (AVC), durante o processo todo, o segundo derrame e por quase dois anos, ninguém da família do meu tio apareceu para saber como minha mãe estava. Veja bem, ele, meu tio, é irmão de minha mãe e seus filhos, meus primos, praticamente foram co-criados por ela. Todo este tempo passou e nem ao menos uma ligação para saber como minha mãe estava ou se precisávamos de alguma coisa.
Depois de dois anos, aparece meu tio, com a cara mais lavada do mundo, fingindo querer saber da situação de minha mãe, quando na verdade veio fazer o que fez a vida inteira, pedir dinheiro “emprestado” a meu pai. Coloco emprestado entre aspas, porque esse dinheiro a gente sabe que nunca vai ver de novo, como sempre foi.
Agora. O porque acordei com raiva?
Bem, faz tempo que digo que não quero vê-los nem pintados na minha frente e isso mantenho até hoje. Sei muito bem o que este tipo de sentimento repercute em alguém que tem conhecimento e busca se tornar uma pessoa melhor, mas sou um ser humano normal e, portanto, cheio de defeitos ainda; este é o meu maior, acredito eu. Pois então, eu sonhei que meu tio aparecia de novo e meu pai cismava em dar uma de bonzinho e dar dinheiro a ele novamente. Daí, eu entrava em conflito com ele, pois ele vinha com o papo de que não queria ser uma pessoa a recusar ajuda e eu tentava dizer pra ele, que mesmo ao ajudar, temos que saber muito bem como, pois em muitas vezes (como neste caso!), ao invés de estarmos ajudando, estamos alimentando defeitos gigantescos, que podem ir desde um comodismo, até uma posição de orgulhosa soberba. E levando em consideração que tanto eu quanto meu pai somos encarnacionistas, a responsabilidade de quem alimenta isso acaba sendo bem grande e geradora de um puta Karma brabo, já que se alimentou na pessoa o comportamento errado.
Então acordei neste momento da discussão. Era mais ou menos 5 da manhã. Sentei na cama e meditei um pouco, para trabalhar isso dentro de mim... Mas tenho que confessar que ainda é um grande entrave meu. Ainda não consigo perdoar isso. Tenho muito o que trabalhar este aspecto. Ainda há um grande conflito, onde bailam continuamente perdão, conduta e ética. Sou muito sério em relação a estas coisas e a situação é cabeluda demais, com muitos emaranhados egóicos e vaidades monumentais. Todo o tipo de coisa que to tentando tirar de minha vida de uma vez por todas. Mas isso está longe de ser simples.
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12:46 PM by Alex Zimmer
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Sexta-feira, Janeiro 16, 2009
A PENEIRA AINDA DIANTE DO SOL
Olhei pela janela e o tempo estava nublado. Imediatamente escutei o grito mudo deste 3° milênio em uma extensão insistente do século anterior que se recusa a morrer, a sumir de vez.
A visão foi além do insuspeitado emaranhado de imagens sem sentido. Ruas quase desertas em suspense, numa tensão de eminentes explosões, que podem acontecer em qualquer lugar. O ódio faz parte do ar quase sufocante, não pelo calor ou qualquer outro fator climático, mas simplesmente pela tensão ensurdecedoramente silenciosa dos minutos entre bombas.
Recuso-me a reagir emocionalmente e fazer parte desta rede de terror; ser mais um a alimentar o medo irracional. Mas não posso evitar olhar todos estes conflitos e lembrar o quanto são quase inúteis todas as campanhas por cortes na emissão de gases, pela paz e pela justiça social. É risível esta postura de hipocrisia, onde fazem campanhas, mas mantém um sistema financeiro mundial que joga na contramão; enquanto mantém uma política mundial de obscurantismo e inacessibilidade à educação, à cultura e à informação. Nestas horas quase me ajoelho e agradeço: Santa Internet!
Queremos acreditar numa saída e num futuro para esta humanidade terrestre, mas se formos bem sinceros, acabamos dando com o fato incontestável de que não temos mais tempo mesmo e caminhamos definitivamente para o abismo inevitável. Mais 30 anos, talvez? Talvez sufoquemos muito antes.
Será que podemos contar com alguma ajuda do céu? – Faço esta pergunta com um sorriso de escárnio nos lábios. O que mais poderia eu fazer? Mais uma alfinetada no mito hipócrita religioso.
Se vierem dos céus, não serão deuses.
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8:02 AM by Alex Zimmer
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Terça-feira, Janeiro 13, 2009
ECO-PÍLULAS
Aderi completamente à praia, depois de todos este anos branquelo. Já estou cromaticamente irreconhecível. Hehehehe!
To amando este verão, porque to podendo curti-lo intensamente e sem frescuras profissionais. Como disse no post anterior, 2009 é o ano do Foda-se, então to me libertando de um monte de babaquices, das quais minha vida não depende nem um pouco. Como este ano estou me firmando como empresário virtual – algo mais do que bem-vindo, já que estou mesmo um tanto quanto de saco cheio de certas coisas – to aproveitando para redefinir vários parâmetros que não me arremetem exatamente a uma fidelidade a mim próprio.
Poxa, tava caminhando na praia e, embora o verão seja maravilhoso em vários pontos, tem um – que aliás é o pior! – que realmente me deixa puto e ao mesmo tempo chateado. Pois é, a areia anda suja de canudos (zilhões!), plásticos, papéis... Hoje achei absurdo demais, porque além dos papelões que denunciam que mendigos estão dormindo na areia durante a noite, havia até uma barraca igloo montada na areia do Arpoador, sendo que isso é expressamente proibido por lei. Nessas horas, diante deste levante do senhor Eduardo Paes, que ele chama de choque de ordem, onde estão demolindo imóveis ilegais (até agora só o vi fazendo isso com quem é pobre, sendo que a cidade ta cheia de imóveis ilegais de riquinhos), retirando das praias os vendedores ambulantes sem licença e camelôs das ruas: Cadê o tal choque de ordem? To achando que o povo que votou nele, agora vai é pagar caro por não ter escolhido algo realmente novo, com propostas novas e a cara do Rio.
Mas com tudo isso, por incrível que pareça, o mar ta que é uma turqueza; clariiiiinho! Além de uma delícia, claro!
To escrevendo este post depois de chegar da praia, mas já to voltando pra lá. Então, boa 3ª feira pra vc.
BLEEP!!!
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10:20 AM by Alex Zimmer
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Domingo, Janeiro 04, 2009
PILULINHAS 2009 - 1ª EDIÇÃO
Reveillon e tudo mais!
Pois é, depois do Natal em família, a dúvida bateu cruel: Lumiar ou Itaipuaçu? Bem, acabei optando por Itaipuaçu e acho que foi uma boa escolha, pois revi amigos de muitos anos e que quase não vejo.
Bom, acabou que eles tinham vindo ao Rio e eu peguei uma carona com eles até lá. Revi a amiga Leila, de Cuiabá, que não via fazia tempo e conheci seu noivo, um cara legal, que eu apelidei de sargento Bento, hehehehe! O cara é cabo, daí...
Resolvi que ia perder a brancura uma semana antes, entre outras mudanças no visual a partir de 2009. Bem, o processo se dá. Já ganhei uma corzinha, mas ainda não estou satisfeito, portanto, vai rolar muito sol ainda.
Outra resolução é de voltar a surfar, coisa que não faço a mais de 10 anos. Imagina só! Vou ter que aprender tudo de novo; acho que perdi até o equilíbrio de ficar sentado na prancha. Rs. Mas pra isso vou ter que comprar/encomendar uma prancha... To pensando numa fun... Vamos ver.
Voltando à Itaipuaçu... Bem... Rever Nilton e Vera foi de longe muito legal. Os dois continuam se merecendo; morro de rir com eles. Brinquei muito com os cachorros deles, fiz sauna e, claro, fui à praia. Aliás, passamos o réveillon na areia, à luz de lampião. Foi legal pacas. Tirando uns malucos que resolveram parar com um carro tunado aos berros na pista, mais ou menos na nossa direção, o resto foi legal.
O duro foi ir à praia de bugre com as ruas todas esburacadas pela temporada de chuvas que andou rolando; mas até isso foi divertido. Coloquei umas fotos no Orkut. Pena que não deu para fazer trilha na pedra que tem lá. O tempo não ajudou muito. O visual lá de cima deve ser fodástico... Tudo bem. Fica para a próxima.
Ah! Detalhe: mal cheguei em Itaipuaçu, toca meu celular, dizendo que tenho 3 cenas para gravar no domingo, ou seja, tenho que voltar antes, para gravar a novela. E foi exatamente o que fiz; hoje passei a tarde gravando na Recnov. Mas ainda não é Vendetta e sim, Chamas da Vida. Meu personagem voltou fazendo participações, ou seja, toda vez que tiver alguma cena com um bombeiro que não é o elenco principal, eles me chamam para falar. Não sei bem como vai ser em relação à Vendetta, mas como só tirei medidas e depois silêncio total, nem sei o que ta rolando na produção. Até agora ninguém me ligou para dizer nada. Enquanto isso, vou fazendo Chamas, que tem sido bem legal fazer estas participações. É sempre legal encontrar aquele elenco; a galera é muito gente boa. O astral da produção continua muito bacana; dá vontade de trabalhar com eles sempre.
Bem... Estou de volta ao Rio e começando 2009. Eu e Vera determinamos que este ano é o ano oficial do Foda-se (RS). Eu explico: acho que to tão a vontade com o ser humano que eu sou, me sentindo tão mais integrado, que a certeza de que tudo vai dar certo como tem que dar, está me deixando sereno. Acho que faltava querer deixar de tentar ser Deus e ficar querendo controlar a vida, para acreditar que sempre será de acordo com o que o “Universo” achar que deve ser. Isso não significa ficar parado! É continuar batalhando e buscando melhorar em todos os sentidos, mas sem praguejar ou ficar revoltado toda vez que as coisas não saírem como eu gostaria que fossem. Aliás, aqui cabe outro adendo: chega de expectativas! Banir de vez esta coisa insuportável. Afinal, nada nunca é exatamente como a gente idealiza, então é melhor fazer por onde e deixar que as coisas aconteçam, recebendo-as da forma que elas vierem. Fazendo até festa, se for o caso.
Então, esse é o Foda-se que representa este ano pra mim. Vou fazer o que for preciso, mas não to nem um pouco afim de ficar satisfazendo idealismos dos outros. Serei eu, fazendo o que me for possível e o que me agrada fazer. Se isso é ruim para uns e outros, só lamento. Nunca vou agradar a gregos e troianos e isso é um fato indiscutível. Portanto, bola pra frente com auto-estima em alta e tudo que vier seja muito bem-vindo!
Pois é, gente. Seja você mesmo e não entre em paranóia para satisfazer espectativas dos outros. Faça sua parte e pronto. Se os outros não gostarem, Fodam-se! (Com todo o respeito). E seja feliz!
Posted
10:36 PM by Alex Zimmer
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